Monteiro: Brasil pode aderir ao Tratado Transpacífico
O que impede um acordo Mercosul-UE
Via: Comexblog
Brasil vai alavancar comércio com EUA, diz Armando Monteiro
Armando Monteiro disse também nesta segunda-feira que o Plano Nacional de Exportação a ser lançado este mês também vai alavancar as vendas externas para o mercado norte-americano.
O ministro explicou que a agenda com os Estados Unidos para a área de comércio está em fase final de programação e que os acordos podem ser anunciados após o encontro, dado que a visita de Estado "tem uma dimensão muito maior".
"O importante é que os dois governos reafirmem que essas áreas são importantes no plano das relações bilateriais. Esse sinal vamos ter de forma muito clara", disse ele a jornalistas depois de participar de um seminário na Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).
Monteiro citou os setores de cerâmica, têxtil e máquinas e equipamentos como parte dessa agenda comercial.
Ele explicou que existe uma iniciativa dentro do governo de redirecionar o comércio exterior brasileiro, e que os Estados Unidos são uma prioridade. Segundo ele, as barreiras tarifárias não são empecilho para a ampliação das vendas externas brasileiras para os EUA, em média em 3,5 por cento. O maior desafio está na integração regulatória e nos empecilhos técnicos, não tarifários.
O Plano Nacional de Exportação será lançado no dia 23 de junho e, segundo Monteiro, faltam alguns detalhes para que ele seja finalizado. "Ainda precisamos negociar as coisas mais sensíveis ao ajuste (fiscal em curso)", afirmou. "Estamos pedindo um reforço por entender que é um instrumento muito importante para exportação de manufaturados e serviços", completou.
Fonte: Exame
O Mercosul e a Argentina
O recuo está ligado às preferências que a Argentina tem dado a China, em troca de investimentos em infraestrutura e até da construção de uma base espacial na província de Neuquén, o que se tem refletido em bloqueio a produtos brasileiros com medidas burocráticas. Além disso, os manufaturados brasileiros têm perdido competitividade, em razão de desajustes na economia interna, provocados por alto custo de energia, aumento nos combustíveis, corte nas desonerações sobre a folha de pagamentos, juros altos e descontrole nas contas públicas.
É provável que essa queda seja sazonal e que nos próximos anos haja um reaquecimento nas exportações para o país vizinho. É de lembrar que, desde 2008, o Mercosul tem sido o principal fornecedor de bens de capital para a Argentina, com o Brasil sendo responsável por mais de 90% desse fornecimento.
Em 2008, as exportações foram de US$ 17,6 bilhões; em 2009, de US$ 12,7 bilhões (-23%); em 2010, de US$ 18,5 bilhões (40%); em 2011, de US$ 22,7 bilhões (22%); e, em 2012, de US$ 17,9 bilhões (-20%). Entre os produtos mais vendidos estão automóveis, minério de ferro, alumina calcinada, chassis, tratores, pneus, autopeças, eletrônicos e têxteis. É de se ressaltar que, em 2014, dos US$ 14,2 bilhões vendidos, US$ 13 bilhões foram de produtos industrializados (93%).
Já as importações da Argentina, em janeiro de 2015, sofreram um recuo de 20% e, em fevereiro, de 26%. É de notar, porém, que essas quedas estão dentro da média dos últimos anos: em 2008, o Brasil importou US$ 13,1 bilhões; em 2009, US$ 11,2 bilhões (-15%); em 2010, US$ 14,4 bilhões (29%); em 2011, US$ 16,9 bilhões (18%) e, em 2012, US$ 16,4 bilhões.
Por parte do Brasil, porém, não há nenhum embargo. Pelo contrário. Entre os produtos mais comprados estão trigo, automóveis, malte não torrado, batata, cevada, polímeros de etileno, motores a diesel/semidiesel, nafta para petroquímica e ligas de alumínio. De US$ 14,1 bilhões em mercadorias adquiridas pelo Brasil da Argentina em 2014, US$ 12,5 bilhões foram de produtos industrializados (89%).
Seja como for, a Argentina ainda representa para o Brasil mais de 90% do Mercosul. Basta ver que, no primeiro bimestre, a Argentina (US$ 1,8 bilhão) ficou atrás só dos EUA (US$ 3,8 bilhões) e da China (US$ 2,9 bilhões) entre os principais países de destino das exportações brasileiras. Portanto, cabe ao governo envidar esforços para que essa parceria seja mantida pelo menos nos níveis atuais, evitando novos retrocessos. E, acima de tudo, exigir que as regras e disposições regulamentares do Mercosul sejam respeitadas por todos os parceiros.
Por Mauro Lourenço | @comexblog
Brasil-Argentina: outros rumos
É de se reconhecer que o bloco em seus primeiros anos apresentou resultados animadores. Como exemplo basta citar que, em 1998, os demais países do tratado absorviam 17,4% das exportações brasileiras. Em 2005, essa fatia representava 9,9% e, hoje, continua em torno de 9%. Há dez anos, o comércio com a Argentina representava 20% das exportações totais do Brasil. Desde então, esse comércio tem perdido dinamismo e, hoje, representa apenas 6,3%. Em 2014, as exportações para o país vizinho caíram 27,2% em relação a 2013. E as exportações da Argentina para o Brasil recuaram 14%.
Hoje, o grande parceiro da Argentina já não é o Brasil, mas a China, com a qual o governo argentino assinou recentemente 15 acordos que, de um modo geral, ferem os interesses brasileiros e, por extensão, tornam letra morta os artigos do Tratado de Assunção. Em troca de investimentos em infraestrutura, a Argentina facilitou a entrada de manufaturados chineses, levantando barreiras à entrada de produtos brasileiros, entre os quais automóveis, autopeças, equipamentos eletrônicos, têxteis, alimentos, bebidas, carne suína, cerâmica, produtos químicos e metalúrgicos e celulose.
Depois de um comportamento excessivamente contemporizador em relação a medidas que o governo argentino adotou contra os produtos nacionais, o governo brasileiro, nos últimos dias, voltou à mesa de negociações, ainda com a ideia de ajudar o vizinho a recuperar sua economia, mas, até agora, não houve nenhuma manifestação oficial sobre o assunto. Só que do outro lado não há nenhuma intenção de ajudar a economia brasileira, igualmente combalida. Ou seja: de modo realista, os argentinos têm procurado encontrar saídas para a sua crise, o que inclui dispensar os produtos brasileiros manufaturados que perderam o poder de competição depois da crise econômico-financeiro global de 2008.
Como não têm sido capazes de resolver suas próprias divergências no âmbito do Mercosul, Brasil e Argentina também não se mostram uníssonos para apresentar uma pauta mínima de concessões à União Europeia com vistas a um acordo comercial. Em outras palavras: se nunca houve livre-comércio entre Brasil e Argentina, não se pode acreditar que os dois países possam chegar a um denominador comum quanto a fazer concessões aos europeus, em troca de preferências tarifárias para os seus produtos agrícolas, minerais e manufaturados.
Com o Mercosul esvaziado pela política de preferências da Argentina com a China, o Brasil precisa procurar outros rumos em sua diplomacia comercial, buscando como alternativa os tratados bilaterais de livre-comércio.
Por Milton Lourenço | @comexblog
Ministro reforça posição de governo para avançar nas negociações do acordo Mercosul-União Europeia
Brasil e Uruguai terão comércio em moedas locais a partir de dezembro (Reuters)
Os governos do Uruguai e do Brasil assinaram um acordo que permitirá o comércio bilateral em moedas locais e substituirá as negociações em dólar entre os dois países a partir de 1º de dezembro, informou o banco central de Montevidéu.
O convênio foi assinado pelo presidente do Banco Central do Uruguai (BCU), Alberto Graña, e seu colega brasileiro, Alexandre Tombini, durante reunião dos chefes das autoridades monetárias da América do Sul realizada em Lima.
"Tanto importador como exportador pagam e cobram em suas respectivas moedas. Os bancos centrais não assumem risco de crédito significativo com sua contraparte (exceto pela margem de contingência e semanal), nem risco de crédito com as entidades financeiras", explicou o BCU em comunicado.
Para os exportadores uruguaios, o mecanismo é positivo, apesar de considerarem que levará algum tempo para que tanto os empresários locais como os importadores brasileiros se adaptem.
Se atualmente um exportador vende diretamente em reais, a brecha entre compra e venda dessa moeda no mercado local é muito ampla e ele perde dinheiro, portanto, é necessário encontrar um mecanismo para melhorar essa situação, disse à Reuters o presidente da União de Exportadores do Uruguai, Álvaro Queijo.
"Quando alguém fala de compra e venda de dólares, as pontas estão muito mais próximas, não mais de 5 por cento, mas no caso da moeda brasileira essa brecha é de mais de 10 por cento e esperamos que isso seja solucionado rapidamente", completou Queijo.
O sistema fechado por Uruguai e Brasil permitirá realizar, além das transações comerciais, o pagamento de aposentadorias e o envio de remessas.
Fonte: Reuters - notícia de 2.11.2014
Bolívia, Brasil, Chile e Venezuela colocam em vigor diversos instrumentos jurídicos no âmbito da ALADI
- Acordo de Complementação Econômica N° 69, assinado entre o Brasil e a Venezuela, relativo ao estabelecimento das disposições em matéria de liberalização comercial que regulamentarão o comércio entre ambos os países durante o processo de incorporação da Venezuela ao MERCOSUL;
- Quinquagésimo Sexto Protocolo Adicional ao Acordo de Complementação Econômica No. 35 entre o Brasil e o Chile, relativo à não aplicação, a partir de 1° de janeiro de 2017, do Programa de Liberalização do Acordo aos produtos que incorporarem, em sua fabricação, insumos importados temporariamente ou sob o regime de draw back; e
- Vigésimo Sétimo Protocolo Adicional ao Acordo de Complementação Econômica No. 36 entre a Bolívia e o Brasil, referido igualmente à não aplicação, a partir de 1° de janeiro de 2017, do Programa de Liberalização do Acordo aos produtos que incorporarem, em sua fabricação, insumos importados temporariamente ou sob o regime de draw back.
A esse respeito, o Secretário-Geral da ALADI destacou o fato de que os países-membros da Associação continuem utilizando o marco jurídico da Associação para regulamentar e aprofundar seu relacionamento comercial, o qual constitui, segundo indicou, "a matéria-prima que nos permite continuar empreendendo iniciativas próprias de etapas superiores de integração, entre outras, nos campos da promoção e facilitação do comércio intrarregional".
Leia em: http://www.comexdata.com.br/index.php?PID=3004491#ixzz3Gdi0aarD
Canadá pode fazer acordo de cooperação com Mercosul, diz Patriota
De acordo com Patriota, Mercosul e Canadá estão em fase negociação para definir como seria a cooperação. "Há interesse no setor privado brasileiro no acordo e o lado canadense tem demonstrado flexibilidade para desenvolvermos um quadro de aproximação específico e sob medida das características do Mercosul e do Canadá. O governo vê interesse na aproximação. Vamos trabalhar para levá-la adiante", disse Patriota.
Os dois países estão acertando também o funcionamento do Fórum de Altos Executivos, a exemplo do que existe entre Brasil e Estados Unidos. O ministro disse que entre os benefícios que foram atingidos com o Fórum de Altos Executivos com os Estados Unidos estão a facilitação na concessão de vistos, a abertura de novos consulados norte-americanos no Brasil e a simplificação de procedimentos.
Patriota acredita que o Fórum de Altos Executivos entre Brasil e Canadá será instalado até o fim do ano. "O comércio entre os dois países se dá em patamar alto, mas pode se dinamizar ainda mais. Concordamos em buscar fórmulas de estimular o comércio, os investimentos, inclusive a efetivação, em breve prazo, se possível até o fim do ano, do Fórum de Altos Executivos, que foi criado, mas que ainda não se reuniu oficialmente. Terá por ponto focal brasileiro Murilo Ferreira, da Vale, e do lado canadense um empresário de grande representatividade. Além disso, existem possibilidades de atração de investimentos canadenses no Brasil", analisou.
John Baird disse que o Canadá fará todos os esforços para aumentar os investimentos entre os dois países. "A presença da Vale no Canadá foi muito bem-vinda. O Brasil tem uma marca forte no Canadá e eu sei que as companhias canadenses têm uma excelente relação com a região", disse o ministro canadense.
Os ministros analisaram também no encontro como os dois países podem desenvolver programas em questões humanitárias na África. "Vamos explorar a possibilidade de desenvolver projetos que se inspirem um pouco na vocação humanitária dos dois países e que também traduzam o desenvolvimento, a médio e longo prazo, em uma assistência, porque é a velha ideia de que, mais importante do que providenciar o alimento, é ensinar a pescar e produzir para desenvolver a economia", disse Patriota. Os dois países ainda não definiram quando vai começar a cooperação com países da África.
Fonte: Agência Brasil - notícia de 8.8.2013
Leia em: http://www.comexdata.com.br/index.php?PID=3003456#ixzz2bcruPsCl
Executivo da Embraer defende Mercosul mais "aberto"
O vice-presidente executivo de Pessoas, Relações Institucionais e Sustentabilidade da Embraer, Jackson Schneider, defende relações multilaterais e um Mercosul mais "aberto" para o comércio global.
Segundo ele, tanto o apoio do governo quanto os acordos comerciais são fundamentais para um comércio mundial "lógico", sem políticas predatórias.
"Nós, da Embraer, defendemos a busca pelo multilateralismo. O Estado deve apoiar as empresas no desenvolvimento tecnológico, temos que ter políticas industriais transparentes, esforços para a estruturação de fábricas, condições comerciais equitativas. Tudo isso precisa ser feito com negociações multilaterais. Se não ocorrer, a lógica do comércio mundial não existe e aquelas empresas ou países que têm mais condições vão ter sempre vantagens no comércio global", afirmou o executivo nesta quinta-feira, 17, na Conferência Nacional 2003-2013 - Uma Nova Política Externa, promovida pela Universidade Federal do ABC.
Ele citou tanto o desenvolvimento de produtos em cooperação com outros países como um avião de mais de 20 toneladas de carga em processo de fabricação em parceria com Argentina, Colômbia, Portugal e República Tcheca - e o apoio que a Embraer recebeu do governo brasileiro no contencioso na Organização Mundial do Comércio (OMC) contra a Bombardier, em 1999.
Sobre o Mercosul, Schneider defendeu um bloco comercial mais "aberto".
"Eu vejo quase uma excludência do Mercosul em negociações comerciais no mundo. Eu não acho necessário. O Mercosul é uma história de sucesso, ainda tem pontos a serem melhorados, mas não necessariamente o Mercosul precisa ser fechado. Podemos ter mais diálogos multilaterais ou outras formas criativas de integração no comércio global, por exemplo por segmentos de mercados ou áreas de negócio", declarou.
Fonte: Exame
2012 será um ano difícil para Brasil e Argentina
O Brasil e a Argentina devem se preparar para um ano difícil no que se refere ao comércio exterior. O alerta é do argentino Marcelo Claveri, especialista em comércio exterior. A partir do próximo mês, os importadores argentinos terão de enfrentar um novo sistema para fazer seus negócios.
Os interessados devem pedir autorização prévia à Afip, a Receita Federal do país. Os pedidos serão examinados também pelo secretário do Comércio Interior, Guillermo Moreno, antes de serem liberados, num prazo de dez dias. Para o governo, a medida vai agilizar as operações, além de permitir maior controle das importações.
"Tanto a Argentina quanto o Brasil estão se preparando para um ano duro. Por isso, em dezembro passado, os presidentes dos quatro países do Mercosul [Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai] aprovaram uma medida para controlar as importações de terceiros países", disse Claveri à Agência Brasil.
Pelo acordo, cada país poderá aumentar em até 35% as tarifas de 100 produtos, importados de terceiros países e hoje sujeitos a uma Tarifa Externa Comum (TEC) mais baixa. Cada país fará sua própria lista. De acordo com o texto, os aumentos serão temporários.
Pelos dados oficiais, desde 2003, a Argentina tem crescido em média 7% ao ano com ajuda, em grande parte, dos elevados preços das commodities (bens primários com cotação internacional). Porém, ao longo de 2012, segundo previsões de vários economistas, a economia argentina deve crescer, no máximo, 3,5%.
"[Com isso a tendência é que] as exportações também tenham crescimento menor, entre 2% e 3%, enquanto as importações de energia terão aumento substancial, passando de US$ 2 bilhões em 2011 para US$ 7 bilhões este ano", disse o economista Marcelo Elisondo, diretor da consultoria DNI.
Via ComexData











