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Brasil-EUA: correção de rota

Em 2009, para justificar a adesão à Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) da Guiné Equatorial, país africano governado desde 1979 por partido único e por um mesmo dirigente autoritário e onde poucas pessoas falam o Português, uma alta autoridade do governo brasileiro da época saiu-se com esta: “Negócios são negócios”. Essa estratégia política, ao que parece, não foi seguida em relação aos Estados Unidos, o maior mercado do planeta, pois houve nos últimos governos um propósito deliberado de procurar um distanciamento com aquela nação, a pretexto de diminuir uma possível dependência comercial e política.

EUA


Ao que parece, o atual governo já deixou para trás esse tipo de doença infantil e tem procurado se reaproximar de Washington. E, não fosse o episódio de julho de 2013, quando veio à tona o escândalo sobre a espionagem de cidadãos e empresas brasileiras pela Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA, na sigla em inglês), que levou a presidente brasileira a cancelar uma visita àquela nação, as negociações estariam bem mais adiantadas.

Seja como for, o resultado daquela desastrada estratégia pode ser conferido nos últimos dados sobre a corrente de comércio (importações/exportações) entre os dois países divulgados pelo Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), ainda que se deva levar em conta também os efeitos da crise financeira global que se registrou a partir de 2008.

Na área de exportações, em 2014, o Brasil vendeu mercadorias para os Estados Unidos no montante de US$ 27 bilhões, o que representou um crescimento de 9,63% em relação a 2013 (US$ 24,6 bilhões), praticamente igualando a melhor marca até agora, obtida em 2008 (US$ 27,4 bilhões). Em 2009, esse valor caiu para US$ 15,6 bilhões, mas, desde então, foi registrada uma recuperação contínua. É de se ressaltar que, do montante de 2014, US$ 19 bilhões foram resultado da venda de produtos semimanufaturados e manufaturados, enquanto US$ 6,3 bilhões, de produtos básicos. Ou seja, isso mostra que o mercado norte-americano é extremamente importante para a sobrevivência da indústria brasileira, especialmente a paulista, porque absorve mais produtos de maior valor agregado.

Na área de importações, em 2014, o Brasil comprou US$ 34,9 bilhões em mercadorias, o que representou uma queda de 2,83% em relação a 2013 (US$ 36 bilhões), mas manteve a marca acima de US$ 30 bilhões que se registra desde 2011. Em 2008, época do início da crise global, o montante foi de US$ 25,6 bilhões, tendo caído para US$ 20 bilhões em 2009, recuperando-se em 2010 (US$ 27 bilhões).

O que se constata também é que o Brasil desde 2009 importa mais do que exporta para os Estados Unidos. Eis os números: em 2014, o déficit do Brasil foi de US$ 7,9 bilhões; em 2013, de US$ 11,4 bilhões; em 2012, de US$ 5,6 bilhões; em 2011, de US$ 8,1 bilhões; em 2010, de US$ 7,7 bilhões; e em 2009, de US$ 4,4 bilhões. Em outras palavras: o Brasil segue numa direção contrária à da maioria dos países, já que o mercado norte-americano é majoritariamente importador. É como se o Brasil fosse o país desenvolvido e os Estados Unidos a nação em desenvolvimento.

Como se vê, algo está errado na estratégia comercial brasileira. E o novo governo precisa revê-la urgentemente.

Por: ComexBlog

OMC decide contra restrições às importações impostas por Argentina, dizem EUA

A Organização Mundial do Comércio (OMC) confirmou que a Argentina perdeu ação apresentada por Estados Unidos, União Europeia e Japão contra regras de licenciamento usadas pelo país sul-americano para restringir importações, informou o representante comercial norte-americano nesta quinta-feira.

O representante comercial dos EUA disse que a OMC manteve um relatório anterior de seu painel que afirmava que as exigências de licenciamento de importação da Argentina e outras restrições ferem as regras do comércio internacional.

"Os Estados Unidos comemoram as conclusões da OMC nessa disputa", disse o representante comercial dos EUA, Michael Froman, em comunicado. "As medidas protecionistas da Argentina impactam um segmento amplo de exportações dos EUA, afetando potencialmente bilhões de dólares em exportações dos EUA a cada ano que sustentam empregos de alta qualidade da classe média norte-americana."

Fonte: Reuters - notícia de 15.1.2015


Leia em: http://www.comexdata.com.br/index.php?PID=3004712#ixzz3PGZFkcsD

Chocolate brasileiro faz sucesso em feira na França

A 20ª edição do Salon du Chocolat, principal evento do setor de chocolate no mundo, realizou-se de 29 de outubro a 2 de novembro, em Paris.
O Setor de Promoção Comercial (SECOM) da Embaixada do Brasil em Paris apoiou institucional e operacionalmente a participação brasileira no evento, em estande de 99 m2, coordenado pela Associação dos Produtores de Cacau do Sul da Bahia (APC); pelo Instituto Biofábrica de Cacau, organização vinculada ao Governo do Estado da Bahia e que produz mudas de cacau; e pela Secretaria Especial de Desenvolvimento Econômico e Incentivo à Produção do Governo do Pará.
O estande foi dividido em três ambientes: balcão de atendimento ao público, business lounge e sala de reunião, para encontros mais reservados.
A participação brasileira no evento foi bastante positiva, segundo o Diretor-Geral do Instituto Biofábrica, Marco Lessa, que aventou a possibilidade de se trabalhar cada vez mais a imagem da sustentabilidade ambiental e social do plantio do cacau brasileiro, cuja qualidade tem sido cada vez mais reconhecida mundialmente por profissionais do setor.
Um exemplo dessa realidade é o caso da empresa baiana Mendoá Chocolates, que participou das quatro últimas edições do Salão sob o pavilhão institucional brasileiro e que, neste ano, contou com estande próprio de aproximadamente 80 m2.
Durante o evento, a Mendoá efetuou mais de cinquenta contatos com representantes comerciais, com distribuidores, com gestores de compra de lojas interessadas em vender o chocolate na Europa, na Ásia e no Oriente Médio, com chocolatiers e com representantes de indústrias interessadas em comprar amêndoas e massa de cacau da fazenda da empresa, sediada em Ilhéus (BA).
Salon du Chocolat ocorre anualmente, em espaço de 20.000 m2, e reúne cerca de duzentos expositores de diversos países.
Fonte: MRE

Na volta do recesso, acordos do Brics serão avaliados no Senado

Quando retomarem os trabalhos em 2 de fevereiro e elegerem a nova composição da Comissão de Relações Exteriores, os senadores terão em pauta alguns assuntos importantes para analisar. No dia 30 de dezembro o governo federal publicou no Diário Oficial da União as mensagens presidenciais que comunicam ao Congresso Nacional o acordo para criação do Novo Banco de Desenvolvimento e sobre o Tratado para o Estabelecimento do Arranjo Contingente de Reservas do Brics (Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul). Além disso, foram remanejados três diplomatas para diferentes representações brasileiras no exterior, que também têm que ser aprovadas pelo Senado.

O Banco do Brics será criado para fomentar políticas de desenvolvimento em infraestrutura nos cinco países que compõem o bloco. Terá capital inicial de US$ 50 bilhões, sendo US$ 10 bilhões em recursos e US$ 40 bilhões em garantias. O acordo para sua criação foi firmado em julho do ano passado, quando os representantes do bloco se encontraram em Fortaleza e definiram que a sede do banco será em Xangai, na China, e o primeiro presidente será indicado pela Índia.

Na mesma ocasião, foi firmado o Tratado para o Estabelecimento do Arranjo Contingente de Reservas dos Brics, que cria um fundo com recursos de todos os membros para ser acessado pelos países do bloco em momentos de crise. O fundo terá capital inicial de US$ 100 bilhões com aporte de US$ 41 bilhões da China, US$ 18 bilhões de Brasil, Índia e Rússia, cada um, e US$ 5 bilhões da África do Sul.

O acordo e o tratado precisam ser analisados pela Comissão de Relações Exteriores e depois pelo plenário do Senado. Além deles, os senadores terão que aprovar a ida dos diplomatas José Augusto Silveira de Andrade Filho, que atualmente serve na embaixada do Brasil em Pretória, na África do Sul, para o cargo de cônsul-geral do Brasil em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia; Maria Teresa Mesquita Pessôa, do consulado-geral do Brasil em Mumbai, na Índia, para o cargo de embaixadora do Brasil na República Democrática Federal do Nepal; e de Alfredo Cesar Martinho Leoni, da Embaixada do Brasil em Islamabad, no Paquistão, para o cargo de embaixador do Brasil na República da Polônia.

Antes, contudo, os senadores precisarão definir os novos integrantes da comissão e eleger o presidente e o vice da comissão. O mais provável é que isso ocorra na primeira semana de retorno dos trabalhos legislativos, em fevereiro. Não há prazo para que as matérias sejam votadas. No caso do Brics, o acordo precisa também ser aprovado pelos parlamentos dos demais países antes de começarem a valer.

Fonte: Agência Brasil - notícia de 4.1.2015


Leia em:http://www.comexdata.com.br/index.php?PID=3004672#ixzz3NyXDW8aw

Tunísia promove feira sobre setores com grande potencial de crescimento

A sexta edição da feira Business and Technology Exchange (Carrefour d’Affaires et de Technologies) – CAT 2014 será realizada de 16 a 18 de outubro em Túnis pela Agência para Promoção da Indústria e Inovação da Tunísia.

O evento é direcionado a profissionais de setores com grande potencial de crescimento, como indústria alimentícia, energias renováveis e meio ambiente; mecânica, eletricidade e eletrônica; componentes automotivos e aeroespaciais; plásticos técnicos; saúde, biotecnologia, farmácia e ciências da vida; e novas tecnologias de informação e comunicação.

A feira será realizada num espaço de 20 mil m2 e deverá reunir 400 expositores – 200 empresas internacionais e cem empresas industriais tunisianas – e 10 mil visitantes, incluindo mil participantes estrangeiros. Além disso, a CAT 2014 possibilitará a realização de 800 encontros B2B previamente agendados.

Para obter informações adicionais sobre o evento ou inscrever-se na CAT 2014, acesse www.catapi.tn. A feira conta com o apoio da Embaixada brasileira em Túnis.

Fonte: Ministério das Relações Exteriores

Apex-Brasil faz ação de relacionamento em prova de Moto GP

A Apex-Brasil promoveu o Projeto Brasil Beyond Two Whells durante a etapa de Silverstone, Inglaterra, do Grand Prix de Motovelocidade (Moto GP), o campeonato mundial da categoria. A ação, no sábado e domingo (30 e 31 de agosto), teve 35 participantes, entre representantes de sete empresas brasileiras e convidados da Alemanha, Bélgica, Espanha, Inglaterra, Reino Unido e Suiça, dos setores de alimentos e bebidas, casa e construção, tecnologia e saúde, e moda. A estimativa é de que a ação gere um total de US$ 11,4 milhões em exportações de produtos brasileiros.

Os empresários brasileiros e convidados estrangeiros (distribuidores e compradores europeus que cooperam com os exportadores brasileiros) aproveitaram o ambiente descontraído no circuito de Silverstone, no dia da prova de Moto GP, para buscar maior aproximação com seus clientes. Mas, antes mesmo do contato direto, os empresários participaram de uma série de atividades no tradicional circuito inglês: o grupo visitou os boxes das equipes, os motorhomes e o paddock e alguns convidados deram uma volta pelo circuito no Safety Car. O grupo conheceu também Eric Gramado, único piloto brasileiro que participa do campeonato, e que corre na categoria Moto 3.

Participaram da ação as empresas brasileiras Bauducco, BC Stones, Cromex, Destilaria Maison Leblon, Embelleze, Grendene e Vicunha.

A Cromex, fornecedora de insumos para a indústria de transformação de plásticos, observa que "o relacionamento entre as empresas convidadas e a Cromex ficou mais próximo e entendemos melhor as necessidades dos clientes. Estamos em processo de fechar um pedido importante com uma empresa para itens que não fornecíamos", explicou Luísa Batista, gerente de contas da Cromex para a Europa, África e Ásia. A empresa tem duas unidades (São Paulo e Bahia) e exporta para mais de 60 países.

Ralf Dislich, da Vicunha, uma das maiores indústrias têxteis do mundo e líder em diversos segmentos, destacou o aprendizado conquistado com a iniciativa. "Os eventos da Apex-Brasil podem vir a constituir importante vertente na consolidação e ampliação de nossos negócios na Europa e na Ásia", disse.

"As ações de marketing de relacionamento ajudam as empresas a intensificar as relações comerciais com clientes em potencial e isso pode estreitar conhecimento e negociações, levando as empresas a um novo patamar em seus negócios", explicou Marcello Martins.

Fonte: Apex-Brasil

De olho no crescimento asiático, governo quer fortalecer relações entre Mercosul e União Europeia (Agência Câmara)

O diretor do Departamento de Negociações Internacionais do Ministério de Relações Exteriores, ministro Ronaldo Costa Filho, reforçou nesta quarta-feira (13) a necessidade de um acordo entre o Mercosul e a União Europeia. Ele chamou a atenção para o fato de que atualmente há um deslocamento do polo dinâmico da economia global do Atlântico para o Pacífico - esse novo cenário é puxado pela China e outros países do leste asiático. Atentos a isso, os Estados Unidos estão engajados em uma negociação com essas nações.

"Nesse contexto, um acordo com a União Europeia (UE) é fundamental porque tanto o Mercosul quanto a UE são blocos que não participam diretamente desse dinamismo da região asiática", disse Costa Filho, em audiência pública na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara dos Deputados.

O dirigente destacou que, apesar de a China ser individualmente o maior parceiro comercial brasileiro, a União Europeia, entre os blocos, lidera esse ranking. "Trata-se de uma relação que já é muito intensa", comentou.

Argentina

Já o secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Daniel Godinho, reconheceu que o Brasil enfrenta problemas pontuais nas relações com seus parceiros do Mercosul. Ele ressaltou, porém, que essas dificuldades são entendidas pelo governo federal como algo normal. Durante o debate, ele citou como exemplo os entraves à entrada de calçados brasileiros na Argentina.

"Não há um dia sequer que eu não converse com minha contraparte na Argentina e, principalmente, com os exportadores brasileiros que sofrem essas barreiras (ontem mesmo falei com três deles). É um trabalho contínuo, do qual não abriremos mão, mas temos de entender tudo isso no seu contexto. Quanto maior a integração, maiores são as dificuldades e a possibilidade de problemas pontuais surgirem", afirmou Godinho.

A Argentina é o terceiro maior parceiro comercial brasileiro. As exportações nacionais para aquele país crescem neste ano a um ritmo de 10%, puxadas principalmente pelo setor automotivo. O secretário citou vários números para mostrar o vigor e a importância das relações comerciais com o Mercosul. Entre eles, o aumento de 300% das nossas exportações para o bloco nos últimos 10 anos.

Subsídios agrícolas

Tanto o representante do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior como o de Relações Exteriores destacaram a importância da Organização Mundial do Comércio (OMC) como foro de debate de temas fundamentais, como os subsídios agrícolas.

Ronaldo Costa Filho explicou que essa relevância se deve ao fato de o Brasil ter uma relação comercial diversificada, tanto em termos de pauta quanto de parceiros. Por isso, de acordo com ele, interessa ao País ter regras comerciais que sejam válidas para o mundo inteiro.

Daniel Godinho acrescentou que algumas questões só podem ser debatidas no âmbito de organismos multilaterais, como a OMC. É o caso dos subsídios agrícolas, que distorcem preços internacionais e prejudicam os produtores brasileiros.

Fonte: Agência Câmara - notícia de 13.11.2013

Leia em: http://www.comexdata.com.br/index.php?PID=3003709#ixzz2kxnkMrnb

Importação cresce mais só no Brasil e China

Brasil e China foram os dois únicos países de um grupo de 12 nações que apresentaram aumento das importações e redução das exportações no segundo trimestre deste ano na comparação com o primeiro, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira (29) pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE). Segundo o estudo, que reuniu o desempenho de comércio exterior dos países do G7 e do grupo Brics, as importações brasileiras cresceram 0,2% e as exportações caíram 4,6%. Já no caso chinês, as compras aumentaram 1,4% e as vendas caíram 3,4%.

Segundo o estudo, as importações do Brasil somaram US$ 62,9 bilhões no segundo trimestre do ano. Nos três meses anteriores, o país comprou o equivalente a US$ 62,7 bilhões. Já as exportações, que haviam chegado a US$ 89,8 bilhões no primeiro trimestre, caíram para US$ 85,6 bilhões entre abril e junho deste ano.

Já a China importou US$ 485,5 bilhões no segundo trimestre e US$ 478,7 bilhões no primeiro trimestre. As exportações chinesas somaram US$ 539,6 bilhões entre abril e junho, mas nos três meses anteriores haviam sido embarcados US$ 558,8 bilhões em produtos do país asiático.

No total dos países pesquisados, porém, o levantamento da OCDE indica que tanto importações quanto exportações no grupo dos países avaliados caíram no segundo trimestre. Do G7, grupo das economias mais desenvolvidas do mundo, fazem parte Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Reino Unido e Estados Unidos. Já o grupo Brics, dos principais países emergentes, é composto por Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul.

De acordo com a OCDE, o valor dos produtos importados pelos 12 países no segundo trimestre de 2013 caiu 1,4% em relação ao primeiro trimestre. Já a soma das exportações caiu 1,8% no mesmo período. Entre abril e junho foram importados US$ 2,39 trilhões por estes países. Entre janeiro e março estas nações haviam comprado US$ 2,42 trilhões. Já as exportações somaram US$ 2,27 trilhões no segundo trimestre, contra US$ 2,31 trilhões no primeiro.

Na maioria dos países, tanto as importações como as exportações caíram no período. Foi o que ocorreu na Alemanha, onde as compras caíram 1,5% e as remessas, 2%; na França (quedas de 3,1% e 0,5%, respectivamente); Itália (reduções de 3,8% e 3,1%), Japão (3% e 0,4%), Canadá (1,1% e 0,3%), Rússia (4.6% e 1.8%) e Índia (4.5% e 8.1%).

África do Sul e Estados Unidos foram, por outro lado, os únicos países que exportaram mais e importaram menos no segundo trimestre. Entre os norte-americanos, as exportações cresceram 0,5% e as importações caíram 1,7%. Já entre os sul-africanos, as exportações aumentaram 3,8% e as importações caíram 2,9%. O Reino Unido foi a única economia em que tanto importações como exportações cresceram: 0,1% e 1,4%, respectivamente.

Fonte: Agência ANBA - notícia de 29.8.2013



Leia em: http://www.comexdata.com.br/index.php?PID=3003523#ixzz2dhuxDNfQ

Alta do dólar melhora competitividade do Brasil, avalia secretário do Tesouro

Embora provoque aumentos de preços e instabilidade no mercado financeiro no curto prazo, a alta do dólar traz benefícios para a economia brasileira no médio e no longo prazo, disse ontem (29) o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin. Para ele, a disparada do câmbio melhora a competitividade do país ao tornar os produtos brasileiros mais baratos no exterior.

"O efeito da alta do dólar se reflete em vários itens no Brasil. Embora traga impacto negativo no curto prazo, com possível impacto nos preços e volatilidade na área financeira, existem consequências positivas. A principal é criar condições de competitividade na economia", declarou o secretário.

Na avaliação de Augustin, o principal fator de turbulência na economia brasileira atualmente não é a desvalorização do real em si, mas a rapidez com que esse processo está ocorrendo, o que traz forte sobe e desce no câmbio e reduz a capacidade de previsão sobre a economia. "O efeito negativo é a volatilidade, que o governo tem procurado combater. Trabalhamos para conter o câmbio tanto quando o real tinha valorização excessiva [quando o dólar caía fortemente] como quando estamos trabalhando agora", disse.

O secretário ressaltou que a volatilidade só acabará quando o mercado financeiro norte-americano se estabilizar. Esse processo, acrescentou, não depende do Brasil, mas de fatores externos. Isso porque os investidores internacionais estão retirando recursos dos países emergentes e levando-os para os Estados Unidos com a perspectiva de que os juros norte-americanos subirão com a recuperação da maior economia do planeta.

"Gostaria que o mercado americano tivesse se estabilizado, mas isso ainda não ocorreu. Leva tempo para que as expectativas [dos investidores internacionais] sejam coordenadas e que todo o mercado tenha referência [sobre o comportamento da economia global]. Toda vez que há um solavanco lá, sempre há solavanco em todo o mundo, mas continuo com esperança de que isso se resolva logo", declarou.

Por causa da instabilidade no mercado financeiro, o Tesouro promoveu diversos leilões de recompra de títulos públicos nas últimas semanas. O secretário reafirmou que o governo agirá toda vez que considerar necessário fornecer um referencial para os investidores, recomprando a preço de mercado os títulos de quem acha que vai perder dinheiro e deseja sair do mercado.

"Vamos voltar a fazer leilões de recompra e fornecer uma porta de saída para quem deseja sair do mercado [de títulos públicos], desde que o investidor queira vender os papéis ao Tesouro a valores de mercado", reiterou Augustin. Ele destacou que os últimos leilões de recompra foram bem-sucedidos.

"O Tesouro vendeu mais títulos do que comprou no mesmo dia, o que mostra a confiança dos investidores na economia brasileira. Embora não seja esse o objetivo, até tivemos lucro porque compramos papéis com juros altos e colocamos títulos no mercado com juros mais baixos", explicou.

Fonte: Agência Brasil - notícia de 29.8.2013



Leia em: http://www.comexdata.com.br/index.php?PID=3003524#ixzz2dhucQBne

Canadá pode fazer acordo de cooperação com Mercosul, diz Patriota

O Canadá poderá fazer um acordo de cooperação com o Mercosul. Segundo o ministro de Relações Exteriores, Antonio Patriota, o assunto foi discutido ontem (8) com o ministro canadense de Negócios Estrangeiros, John Baird, durante a 2ª Reunião do Diálogo de Parceria Estratégia Brasil-Canadá, no Hotel Fasano, em Ipanema, no Rio de Janeiro.

De acordo com Patriota, Mercosul e Canadá estão em fase negociação para definir como seria a cooperação. "Há interesse no setor privado brasileiro no acordo e o lado canadense tem demonstrado flexibilidade para desenvolvermos um quadro de aproximação específico e sob medida das características do Mercosul e do Canadá. O governo vê interesse na aproximação. Vamos trabalhar para levá-la adiante", disse Patriota.

Os dois países estão acertando também o funcionamento do Fórum de Altos Executivos, a exemplo do que existe entre Brasil e Estados Unidos. O ministro disse que entre os benefícios que foram atingidos com o Fórum de Altos Executivos com os Estados Unidos estão a facilitação na concessão de vistos, a abertura de novos consulados norte-americanos no Brasil e a simplificação de procedimentos.

Patriota acredita que o Fórum de Altos Executivos entre Brasil e Canadá será instalado até o fim do ano. "O comércio entre os dois países se dá em patamar alto, mas pode se dinamizar ainda mais. Concordamos em buscar fórmulas de estimular o comércio, os investimentos, inclusive a efetivação, em breve prazo, se possível até o fim do ano, do Fórum de Altos Executivos, que foi criado, mas que ainda não se reuniu oficialmente. Terá por ponto focal brasileiro Murilo Ferreira, da Vale, e do lado canadense um empresário de grande representatividade. Além disso, existem possibilidades de atração de investimentos canadenses no Brasil", analisou.

John Baird disse que o Canadá fará todos os esforços para aumentar os investimentos entre os dois países. "A presença da Vale no Canadá foi muito bem-vinda. O Brasil tem uma marca forte no Canadá e eu sei que as companhias canadenses têm uma excelente relação com a região", disse o ministro canadense.

Os ministros analisaram também no encontro como os dois países podem desenvolver programas em questões humanitárias na África. "Vamos explorar a possibilidade de desenvolver projetos que se inspirem um pouco na vocação humanitária dos dois países e que também traduzam o desenvolvimento, a médio e longo prazo, em uma assistência, porque é a velha ideia de que, mais importante do que providenciar o alimento, é ensinar a pescar e produzir para desenvolver a economia", disse Patriota. Os dois países ainda não definiram quando vai começar a cooperação com países da África.

Fonte: Agência Brasil - notícia de 8.8.2013

Leia em: http://www.comexdata.com.br/index.php?PID=3003456#ixzz2bcruPsCl

Divulgados estudos de mercado da África do Sul e do México

Documentos produzidos pelos Secoms das embaixadas brasileiras nos dois países contêm informações sobre sete setores apoiados pela Apex-Brasil

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) começa a divulgar em seu portal estudos de prospecção de mercado para segmentos específicos da economia brasileira.  Os estudos são produzidos pelo Setor de Promoção Comercial (SECOM) das embaixadas do Brasil nos países analisados.  

Os  segmentos pesquisados foram definidos em parceria com a Apex-Brasil, após  consultas junto às entidades empresariais que são parceiras da Agência na execução de projetos setoriais voltados para a promoção de negócios e de imagem de produtos e serviços brasileiros no exterior.

Os sete primeiros documentos são relacionados à África do Sul e México. Em relação à África do Sul, os estudos contemplam as oportunidades de negócios para os setores de peças automotivas, móveis, maquinas e equipamentos e indústria de refrigeração, ar condicionado, ventilação e aquecimento. Os outros três analisam o mercado do México para os segmentos de máquinas para as indústrias de plástico, de embalagens e para panificação.

Os documentos produzidos trazem, dentre outras, informações como a produção local e o consumo para o segmento analisado, o desenvolvimento tecnológico local a dependência de importações e o comércio com o Brasil dos produtos analisados.  Os estudos estão publicados no site http://www.brasilglobalnet.gov.br,  na aba Produtos e Serviços, item Pesquisas de Mercado.

Também podem ser acessados nos links abaixo:

México

Máquinas para a Indústria do Plástico
Máquinas para a Indústria de Embalagens
Máquinas para a Indústria da Panificação

África do Sul

The Market for Automotive Parts and Accessories in South Africa
The Market for Furniture in South Africa
The Market for Machinery and Equipment in South Africa
The Market for Heating, Ventilation and Air-conditioning in South Africa

Fonte: Apex-Brasil

Palestina começa a construir embaixada em Brasília


A embaixada da Palestina começou a ser construída há dez dias em Brasília e deve estar pronta em um ano e oito meses. O contrato com a empresa responsável pelas obras foi assinado na última sexta-feira (19), na capital federal, na presença dos diplomatas árabes que atuam no Brasil e do diretor geral da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, Michel Alaby. A empresa construtora será a Sox Engenharia Ltda e a embaixada terá arquitetura palestina.

De acordo com o embaixador da Palestina em Brasília e atual decano do Conselho dos Embaixadores Árabes no Brasil, Ibrahin Alzeben, essa será a primeira embaixada do seu país construída na América. As demais foram todas compradas prontas ou são alugadas. “Para nós isso é muito importante. Reflete a presença e a persistência da Palestina em existir como nação livre e independente”, afirmou o diplomata em entrevista à ANBA.

Segundo Alzeben, a escolha do Brasil para a construção reflete as excelentes relações entre os dois países. Atualmente, a sede da embaixada é alugada. A Palestina recebeu em dezembro de 2010 do governo brasileiro, então comandado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a doação do terreno para a embaixada. A área tem 16 mil metros quadrados e fica na ala Norte das embaixadas, uma zona privilegiada, com vista para o Lago Norte.

A nova embaixada terá custo de R$ 13,3 milhões. Parte do dinheiro virá da Palestina e parte o embaixador Albezen espera receber em doações. A divulgação de como poderão ser feitas essas doações será feita daqui dois meses, depois que as obras já tiverem algum andamento.

O projeto da embaixada foi feito pela empresa jordano-palestina Jerdana. A construção terá três prédios, um para a embaixada em si, outro para a residência do embaixador e um terceiro para moradia de funcionários diplomáticos. As construções terão estilo arquitetônico oriental. No prédio principal, o da embaixada, haverá uma cúpula dourada inspirada nos santuários islâmicos e cristãos que existem na Palestina, segundo Alzeben. O tom da embaixada será rosado, com pedras em algumas partes da fachada vindas diretamente da Palestina.

Fonte: Agência Anba

Importação de carros avança 17% na Argélia


As importação de automóveis da Argélia somaram 324,63 bilhões de dinares (US$ 4,3 bilhões) no primeiro semestre, um aumento de 17,38% sobre o mesmo período de 2012, de acordo com o Centro Nacional de Informática e Estatísticas Alfandegárias (CNIS). Os dados confirmam uma tendência de alta que já dura três anos.

Foram importadas 323.321 unidades, um acréscimo de 9,56% em comparação com o primeiro semestre do ano passado. Os carros franceses são os mais vendidos na Argélia, seguidos dos comercializados pela importadora Sovac, que representa as marcas Volkswagen, Porsche, Audi, Seat e Skoda, todas pertencentes ao grupo VW.

Durante o semestre, o grupo PSA (Renault) garantiu a primeira colocação do mercado com 68.362 unidades vendidas, um aumento de 8% em relação ao mesmo período de 2012. A Peugeot ficou na segunda colocação com 51.297 veículos, um crescimento de mais de 80% sobre os seis primeiros meses do ano passado.

Em terceiro lugar aparecem as marcas importadas pela Sovac com 28.465 automóveis, um avanço de 17% na mesma comparação. Depois vêm a japonesa Toyota, com 21.339 carros, aumento de 7,41%; e a sul-coreana Hyundai, com 20.407 unidades, uma queda de 13,15%.

Esta explosão nas vendas de veículos na Argélia, que vem desde 2010, é resultado do crescimento da demanda ocorrido em função dos aumentos de salários e benefícios dos funcionários públicos e trabalhadores em geral, segundo analistas.

Com o objetivo de reduzir os gastos com as importações, que chegaram a US$ 6 bilhões em 2012, o país congelou os financiamentos para veículos e criou um imposto sobre a compra de automóveis novos. No ano passado, a Argélia importou 568,61 mil veículos, contra 390,14 mil em 2011.

O governo assinou em dezembro do ano passado um acordo com a Renault para construção de uma fábrica do grupo na cidade argelina de Orã. O projeto prevê uma produção inicial de 25 mil carros por ano, até chegar à capacidade de 150 mil unidades anuais após 10 anos de operações. (APS)

Fonte: Agência Anba

Visita da Ministra das Relações Exteriores da República do Peru, Eda Rivas


O Ministro Antonio de Aguiar Patriota receberá a Ministra das Relações Exteriores do Peru, Eda Rivas, em Brasília, no dia 24 de julho. Será a primeira visita da Chanceler peruana ao Brasil desde que assumiu o cargo, em maio de 2013.

Os Chanceleres examinarão a evolução do comércio e dos investimentos bilaterais, bem como temas relacionados à saúde, à educação e à integração física e econômica regional. O Peru detém a Presidência Pro Tempore da UNASUL.

O Peru é membro associado do MERCOSUL desde 2005. Pelo acordo de desgravação tarifária vigente, o Brasil já concede isenção de tarifas de importação a 99,8% dos produtos importados do Peru, e todos os produtos do comércio bilateral estarão livres de impostos de importação até 2019. Em 2012, a corrente de comércio bilateral registrou recorde histórico pelo segundo ano consecutivo, alcançando US$ 3,7 bilhões. O Brasil é o sexto maior investidor no Peru, com estoque de US$ 5 bilhões em setores como energia, construção civil e mineração.

Fonte: Ministério das Relações Exteriores

Morales pede desculpas ao Brasil por vistoria em avião da FAB


O presidente da Bolívia, Evo Morales, pediu desculpas hoje (19) ao governo do Brasil pela vistoria feita há dois anos, no país, em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) usado pelo ministro da Defesa, Celso Amorim. A vistoria foi feita no segundo semestre de 2011 na localidade de Al Alto. Morales disse que foi surpreendido com a informação, divulgada pela imprensa brasileira, e que determinou uma “profunda investigação” sobre o que chamou de “incidente”.

Ele ressaltou que que o incidente foi “superado” e ratificou a confiança no governo do Brasil. ”Há uma confiança mútua desde [o governo] Lula [Luiz Inácio Lula da Silva] e agora, com Dilma [Rousseff], e essa confiança vai continuar. Eu tenho muito respeito pelos países vizinhos, especialmente a Argentina e o Brasil. Os problemas estão superados, e isso é confiança mútua”, reforçou.

Morales informou que serão adotadas “drásticas sanções” aos responsáveis pela ordem de vistoriar a aeronave de Amorim. “Estou muito surpreso”, disse o presidente boliviano. “Pedimos desculpas ao povo brasileiro e ao governo, somos sinceros.”

Oficialmente, a informação é que o avião usado por Amorim em viagem à Bolívia foi vistoriado para investigar se havia drogas no local. “[Lamento que] alguns oficiais, a pretexto da luta contra o narcotráfico, não tenham respeitado os aviões oficiais”, ressaltou o presidente. Afirmando que não há justificativa para violar “convênios internacionais”, Morales enfatizou que as relações diplomáticas com o Brasil “são boas” .

No último dia 16, o Ministério da Defesa do Brasil confirmou a informação sobre a vistoria ao avião de Amorim. Em nota, a Defesa disse que houve reação do Ministério das Relações Exteriores, por intermédio da Embaixada do Brasil na Bolívia, exigindo desculpas e o fim de procedimentos semelhantes. Segundo a Defesa, a vistoria ocorreu quando Amorim e seus assessores estavam fora da aeronave.

As autoridades bolivianas negam que o objetivo da ação tenha sido verificar se o senador de oposição Roger Pinto Molina, abrigado na Embaixada do Brasil na Bolívia há 13 meses e que aguarda salvo-contudo para deixar a representação diplomática, estava na aeronave de Amorim. As autoridades bolivianas se recusam a emitir autorização para o parlamentar deixar o país sob o argumento que ele responde a processos judiciais na Bolívia.

Procurados, os ministérios da Defesa e das Relações Exteriores disseram que não vão se pronunciar.

Fonte: Agência Brasil