O melhor conteúdo de importação

Diversos artigos e notícias para instrução, informação e conhecimento, todos relacionados aos procedimentos de importação.

O melhor conteúdo de exportação

Diversos artigos e notícias para instrução, informação e conhecimento, todos relacionados aos procedimentos de exportação.

Negociações Internacionais - Notícias e Artigos completos

O melhor conteúdo que trata das Negociações Internacionais, desde técnicas de negociação à dicas para o dia a dia.

Conteúdo de logística e transporte internacional

As melhores notícias e os artigos mais completos relacionados à Logística Internacional.

Direito Aduaneiro e Internacional

Os melhores Artigos e as notícias mais relevantes relacionadas à área do Direito Aduaneiro e Internacional.

Mostrando postagens com marcador Negociações Internacionais. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Negociações Internacionais. Mostrar todas as postagens

Internacionalize sua empresa

Muitas empresas possuem o sonho de internacionalização de sua marca. O que muitas não sabem é que esse sonho pode facilmente virar realidade. A globalização dos mercados já é uma realidade para muitas empresas brasileiras há pelo menos uma década.

International-Business

Com a forte evolução da tecnologia, os novos modelos de inovações e o rápido avanço da internet, a concorrência no mundo dos negócios tem se tornado brutal e, justamente por essa razão, ter o comércio exterior como aliado pode salvar sua empresa ou ainda posicioná-la num patamar mais elevado do que atualmente ela ocupa perante seus concorrentes.


A importação garante uma vantagem competitiva como diferencial de mercado. Por vezes, importar equipamentos, peças, matérias primas e, principalmente máquinas, garante um crescimento significativo para a empresa, capaz de gerar economia, lucro e inovação para se destacar perante a concorrência.

Já a exportação significa a conquista de novos mercados. Através do reconhecimento de sua marca no exterior, sua empresa garante um ponto de equilíbrio mais sólido que as demais, garantindo a venda de seus produtos para mercados em que a crise não seja uma preocupação vigente.

O primeiro passo para internacionalizar sua empresa é habilitá-la no RADAR da Receita Federal. Uma empresa especializada em assessoria e consultoria na área de comércio exterior é capaz de ajudar sua empresa a dar o primeiro passo.

Fique de olhos abertos, o mercado interno pode estar ficando pequeno para o potencial de sua empresa.

Por Renan Diez | @comexblog

O Mercosul e a Argentina

Em 2014, as exportações do Brasil para a Argentina foram de US$ 14,1 bilhões contra US$ 19,6 bilhões em 2013, o que significou uma queda de 27%. Já as importações foram de US$ 14,1 bilhões contra US$ 16,4 bilhões em 2013, o que representou um recuo de 14%. Em 2015, a tendência é de queda ainda mais acentuada: em janeiro, as exportações recuaram 30% e em fevereiro, 17%, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

One World

O recuo está ligado às preferências que a Argentina tem dado a China, em troca de investimentos em infraestrutura e até da construção de uma base espacial na província de Neuquén, o que se tem refletido em bloqueio a produtos brasileiros com medidas burocráticas. Além disso, os manufaturados brasileiros têm perdido competitividade, em razão de desajustes na economia interna, provocados por alto custo de energia, aumento nos combustíveis, corte nas desonerações sobre a folha de pagamentos, juros altos e descontrole nas contas públicas.

É provável que essa queda seja sazonal e que nos próximos anos haja um reaquecimento nas exportações para o país vizinho. É de lembrar que, desde 2008, o Mercosul tem sido o principal fornecedor de bens de capital para a Argentina, com o Brasil sendo responsável por mais de 90% desse fornecimento.


Em 2008, as exportações foram de US$ 17,6 bilhões; em 2009, de US$ 12,7 bilhões (-23%); em 2010, de US$ 18,5 bilhões (40%); em 2011, de US$ 22,7 bilhões (22%); e, em 2012, de US$ 17,9 bilhões (-20%). Entre os produtos mais vendidos estão automóveis, minério de ferro, alumina calcinada, chassis, tratores, pneus, autopeças, eletrônicos e têxteis. É de se ressaltar que, em 2014, dos US$ 14,2 bilhões vendidos, US$ 13 bilhões foram de produtos industrializados (93%).

Já as importações da Argentina, em janeiro de 2015, sofreram um recuo de 20% e, em fevereiro, de 26%. É de notar, porém, que essas quedas estão dentro da média dos últimos anos: em 2008, o Brasil importou US$ 13,1 bilhões; em 2009, US$ 11,2 bilhões (-15%); em 2010, US$ 14,4 bilhões (29%); em 2011, US$ 16,9 bilhões (18%) e, em 2012, US$ 16,4 bilhões.

Por parte do Brasil, porém, não há nenhum embargo. Pelo contrário. Entre os produtos mais comprados estão trigo, automóveis, malte não torrado, batata, cevada, polímeros de etileno, motores a diesel/semidiesel, nafta para petroquímica e ligas de alumínio. De US$ 14,1 bilhões em mercadorias adquiridas pelo Brasil da Argentina em 2014, US$ 12,5 bilhões foram de produtos industrializados (89%).

Seja como for, a Argentina ainda representa para o Brasil mais de 90% do Mercosul. Basta ver que, no primeiro bimestre, a Argentina (US$ 1,8 bilhão) ficou atrás só dos EUA (US$ 3,8 bilhões) e da China (US$ 2,9 bilhões) entre os principais países de destino das exportações brasileiras. Portanto, cabe ao governo envidar esforços para que essa parceria seja mantida pelo menos nos níveis atuais, evitando novos retrocessos.  E, acima de tudo, exigir que as regras e disposições regulamentares do Mercosul sejam respeitadas por todos os parceiros.

Por Mauro Lourenço | @comexblog

Brasil-Argentina: outros rumos

No próximo dia 26 de março o Mercosul comemorará seu 24º aniversário de criação e,  ao que parece, Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai não têm motivos para festejar a data que marca a assinatura do Tratado de Assunção, considerado a ata de fundação do bloco. Os dois maiores países que viabilizaram o tratado têm tomado decisões sem ouvir os demais parceiros, o que tem servido para desacreditar o Mercosul como instrumento essencial para a integração sul-americana.

É de se reconhecer que o bloco em seus primeiros anos apresentou resultados animadores. Como exemplo basta citar que, em 1998, os demais países do tratado absorviam 17,4% das exportações brasileiras. Em 2005, essa fatia representava 9,9% e, hoje, continua em torno de 9%.  Há dez anos, o comércio com a Argentina representava 20% das exportações totais do Brasil. Desde então, esse comércio tem perdido dinamismo e, hoje, representa apenas 6,3%. Em 2014, as exportações para o país vizinho caíram 27,2% em relação a 2013. E as exportações da Argentina para o Brasil recuaram 14%.


Hoje, o grande parceiro da Argentina já não é o Brasil, mas a China, com a qual o governo argentino assinou recentemente 15 acordos que, de um modo geral, ferem os interesses brasileiros e, por extensão, tornam letra morta os artigos do Tratado de Assunção. Em troca de investimentos em infraestrutura, a Argentina facilitou a entrada de manufaturados chineses, levantando barreiras à entrada de produtos brasileiros, entre os quais automóveis, autopeças, equipamentos eletrônicos, têxteis, alimentos, bebidas, carne suína, cerâmica, produtos químicos e metalúrgicos e celulose.

Depois de um comportamento excessivamente contemporizador em relação a medidas que o governo argentino adotou contra os produtos nacionais, o governo brasileiro, nos últimos dias, voltou à mesa de negociações, ainda com a ideia de ajudar o vizinho a recuperar sua economia, mas, até agora, não houve nenhuma manifestação oficial sobre o assunto. Só que do outro lado não há nenhuma intenção de ajudar a economia brasileira, igualmente combalida. Ou seja: de modo realista, os argentinos têm procurado encontrar saídas para a sua crise, o que inclui dispensar os produtos brasileiros manufaturados que perderam o poder de competição depois da crise econômico-financeiro global de 2008.

Como não têm sido capazes de resolver suas próprias divergências no âmbito do Mercosul, Brasil e Argentina também não se mostram uníssonos para apresentar uma pauta mínima de concessões à União Europeia com vistas a um acordo comercial. Em outras palavras: se nunca houve livre-comércio entre Brasil e Argentina, não se pode acreditar que os dois países possam chegar a um denominador comum quanto a fazer concessões aos europeus, em troca de preferências tarifárias para os seus produtos agrícolas, minerais e manufaturados.

Com o Mercosul esvaziado pela política de preferências da Argentina com a China, o Brasil precisa procurar outros rumos em sua diplomacia comercial, buscando como alternativa os tratados bilaterais de livre-comércio.


Por Milton Lourenço | @comexblog

Brasil-EUA: a retomada

BrasilUsaComércioBilateralFlag

Os números do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) mostram que, desde 2009, o Brasil importa mais do que exporta para os EUA, o que é um contrassenso, pois, diante do maior mercado importador do mundo, o normal seria que a balança da nação norte-americana fosse deficitária em relação ao parceiro. Eis os números: em 2009, o déficit do Brasil foi de US$ 4,4 bilhões; em 2010, de US$ 7,7 bilhões; em 2011, de US$ 8,1 bilhões; em 2012, de US$ 5,6 bilhões; em 2013, de US$ 11,4 bilhões; e em 2014, de US$ 7,9 bilhões.

Essa relação desigual, no entanto, está com os dias contados, pois, ao que parece, os EUA deverão voltar a ser o principal destino das exportações brasileiras, senão em 2015, pelo menos em 2016 ou 2017. Ou seja, em breve, os EUA deverão recuperar a liderança perdida para a China em 2009, o que deverá acontecer não só em função do crescimento da economia norte-americana e da desvalorização do real como da queda nas cotações das commodities agrícolas e minerais.

O crescimento da China não apresenta o fôlego de antes e não necessita tanto de matérias-primas. O resultado está na queda de 35% que tiveram os embarques com destino ao país asiático. Esse não é bom sinal, pois o ideal seria que o Brasil aumentasse o volume de vendas para os EUA de produtos semimanufaturados e manufaturados, sem deixar de vender commodities para a China nos níveis dos últimos anos.

É de se notar que aqueles produtos são aqueles de maior valor agregado e que, por isso mesmo, geram mais empregos e reativam o mercado doméstico. Sem contar que estão menos sujeitos às oscilações de preços. Portanto, é de se comemorar essa retomada das vendas de produtos industriais para os EUA que, aliás, em 2014, superaram a Argentina, tornando-se o principal destino de exportações de manufaturados do Brasil, com embarques de US$ 15,1 bilhões.

Hoje, segundo a Funcex, os manufaturados respondem por 54% dos embarques para os EUA, os semimanufaturados por 21% e os básicos por 25%. Mas é de se lembrar que, desde 2006, o petróleo é o maior item na pauta de exportações para os EUA. Em 2014, as vendas do produto chegaram a US$ 3,4 bilhões e representaram 12,6% dos embarques. Mas, em seguida, vieram produtos manufaturados, como os de ferro e aço (US$ 2,2 bilhões), aviões (US$ 1,93 bilhão) e motores e turbinas para aviões (US$ 1,57 bilhão).

Até o começo deste século XXI, o mercado norte-americano respondia por 24% das vendas brasileiras, mas, em 2014, ficou com12%. Isso significa que há muito que fazer para se recuperar o terreno perdido. Ainda bem que o governo brasileiro, no segundo mandato da presidente Dilma Rousseff, parece que aprendeu com a sabedoria chinesa que negócios são negócios.

Por Milton Lourenço | @comexblog

Brasil-União Europeia: um ano decisivo

BrasilUniãoEuropeiaAcordoComercialEuropa

A exemplo do que ocorreu em relação a outros tradicionais mercados, a corrente de comércio do Brasil com a União Europeia em 2014 apresentou queda em comparação com 2013. Nas exportações, a variação negativa foi de 11,98%, pois em 2013 o Brasil vendeu mercadorias no total US$ 47,7 bilhões, enquanto em 2014 o montante chegou a US$ 42 bilhões. É de se destacar que essa queda só confirmou uma tendência que vem desde 2011, ano em que o Brasil mais exportou para aquele bloco (US$ 53,1 bilhões), tendo registrado US$ 49,1 bilhões em 2012.

Não se pode deixar também de ressaltar que, conforme dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), a União Europeia é um parceiro extremamente importante para a indústria brasileira, pois, em 2014, do total de US$ 42 bilhões de vendas, US$ 19,9 bilhões foram de produtos industrializados (US$ 5,8 bilhões de semimanufaturados e US$ 14,1 bilhões de manufaturados).

Em produtos básicos, foram vendidos para a União Europeia US$ 21,7 bilhões. Destes números, constata-se que 51,6% das exportações brasileiras para o bloco foram de commodities, o que denota uma tendência de crescimento, já que em 2013 o segmento havia alcançado 49,7% do total exportado.


Nas importações, também houve queda: depois de importar US$ 50,7 bilhões em 2013, o Brasil comprou em 2014 US$ 46,7 bilhões, com uma variação negativa de 7,96%. Em 2014, da União Europeia, o Brasil importou US$ 45,9 bilhões em produtos industrializados (US$ 1,2 bilhão em seminanufaturados e US$ 44,6 bilhões em manufaturados) e US$ 754 milhões em produtos básicos. Ou seja, 98% dos produtos importados foram industrializados (semimanufaturados e manufaturados), porcentagem igual à de 2013, quando, de um total de US$ 50,7 bilhões, US$ 50 bilhões foram de industrializados (US$ 1,4 bilhão de semimanufaturados e US$ 48,5 bilhões de manufaturados) contra US$ 727 milhões de produtos básicos.

Como se vê, enquanto a União Europeia vende praticamente produtos industrializados, o Brasil começa a vender cada vez mais produtos básicos para aquele bloco. Mesmo assim, o País passou com os 28 países da União Europeia de um superávit comercial, com as exportações superando as importações, de US$ 1,4 bilhão em 2012, para um déficit de US$ 3 bilhões em 2013 e de US$ 4,7 bilhões em 2014.

Esse fraco desempenho não pode ser explicado por uma retração no consumo do mercado europeu, mas por uma substituição crescente dos produtos industrializados brasileiros por asiáticos, que oferecem preços mais atraentes, já que o governo brasileiro não conseguiu avançar as negociações para a criação de um acordo de livre-comércio entre o Mercosul e a União Europeia, que reduziria as tarifas cobradas dos produtos brasileiros naquele mercado.

Iniciadas em 1999, essas negociações estão empacadas desde 2004 mais por força de obstáculos levantados pela Argentina e suas dificuldades com uma crônica falta de divisas. Como o novo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro, já anunciou a intenção do governo de assinar um tratado com o Canadá e renovar o acordo com o México, se a diplomacia brasileira conseguir destravar as negociações com a União Europeia em 2015, este poderá vir a ser um ano decisivo para o comércio exterior do Brasil.

Por Mauro Lourenço | @comexblog

Ministro reforça posição de governo para avançar nas negociações do acordo Mercosul-União Europeia

Em audiência com o embaixador da Bélgica no Brasil, Josef Smets, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro Neto, afirmou que a posição do governo brasileiro é de avançar nas negociações do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia. “Conseguimos evoluir no Mercosul, com convergência entre os países-membros, e estamos prontos para avançar com a apresentação de uma oferta para concluir as negociações. Hoje, esta é uma posição de governo no Brasil”, disse o ministro ao lembrar que a presidenta Dilma Rousseff já se manifestou favorável às tratativas entre os dois blocos comerciais. “Aguardamos também uma oferta da União Europeia para prosseguir. Fechar este acordo irá fortalecer o Mercosul”, acrescentou Armando Monteiro.
O embaixador belga se dispõe a levar esta mensagem do ministro aos colegas representantes europeus e manifestou interesse na ampliação das relações comerciais e de investimentos com o Brasil. Smets elencou quatro setores como prioritários no intercâmbio bilateral: portos e transportes, químico-farmacêutico, agrícola-alimentar e pesquisa e desenvolvimento. Na primeira quinzena de março, será realizada a visita do secretário de Estado de Comércio Exterior da Bélgica, Pieter De Crem. Na agenda da visita, serão realizados encontros entre empresários dos dois países.
Para o ministro, esta é uma ocasião importante para dinamizar as relações comerciais entre Brasil e Bélgica. “Nossa corrente de comércio apresentou uma certa estagnação nos últimos cinco anos e, agora, há uma oportunidade para encontrar pontos de interesse para retomar o fluxo comercial e fazer este relacionamento mais produtivo”, comentou Armando Monteiro.
Intercâmbio Comercial
Em 2014, o Brasil exportou para a Bélgica US$ 3,286 bilhões. Já mercado belga vendeu para o Brasil US$ 1,849 bilhão, gerando um superávit para o lado brasileiro de US$ 1,437 bilhão. A corrente de comércio entre os dois países somou US$ 5,136 bilhões, sendo a Bélgica o vigésimo parceiro comercial do Brasil.
Os principais produtos vendidos pelo Brasil à Bélgica, em 2014, foram: café em grão (US$ 548 milhões), suco de laranja não congelado (US$ 435 milhões), fumo em folhas (US$ 418 milhões), suco de laranja congelado (US$ 248 milhões) e minério de ferro (US$ 200 milhões).
Os principais bens que o mercado belga vendeu para o Brasil, no mesmo período, foram: medicamentos (US$ 337 milhões), inseticidas (US$ 126 milhões), sulfato de amônio (US$ 88 milhões), automóveis de passageiros (US$ 66 milhões) e malte (US$ 62 milhões). 
Fonte: MDIC

A importância do BI para as empresas de comércio exterior

Um dos principais desafios enfrentados por despachantes aduaneiros, importadoras e demais empresas atuantes no setor de comércio exterior é a otimização da análise dos dados obtidos através da sua rotina, bem como a aplicação destes resultados em suas decisões estratégicas. O chamado BI (Businees Inteligence), ou Inteligência de Negócios, é uma realidade presente em diversos mecanismos da economia e permite que as empresas contem com uma análise de dados concreta na hora da tomada de decisões. Este mecanismo já é amplamente utilizado em diversos setores, como o varejo, por exemplo.

Comércio Exterior

Através do BI, as empresas conseguem se posicionar de forma mais competitiva e utilizar estratégias eficazes conforme as tendências econômicas. Sistemas de inteligência analítica, chamados de Web Analytics, que coletam os dados gerados no dia a dia em sistemas de gestão, organizam todas as informações e apontam caminhos para a aplicação destas informações, são um dos principais aliados do Businees Inteligence. A geração de relatórios é mais rápida através desses sistemas, os dados são mais consistentes e o planejamento estratégico certeiro.

No que diz respeito ao setor de comércio exterior, o BI ainda não é uma realidade comum em muitas empresas. O excesso de planilhas Excel e o trabalho manual ainda fazem parte da rotina dos profissionais e dificultam a agilidade nos processos estratégicos. A falta de investimento em tecnologias voltadas para o setor, como sistemas de gestão e de análise, compromete o desempenho das empresas, que enfrentam constantemente falhas na qualidade dos dados, e a subsequente demora para análise dos resultados e tomada de decisões.

Como implantar a inteligência analítica no comércio exterior?

O primeiro passo para aplicar o BI na sua empresa é contar com um sistema de gestão eficiente. É neste sistema que devem estar registrados todos os dados dos seus negócios. Com o avanço da tecnologia, os sistemas se tornaram acessíveis e não utilizá-lo é deixar de ganhar tempo e dinheiro. Busque soluções que levem em consideração as particularidades do setor de comércio exterior, como atualizações conforme a mudanças na legislação e otimização de cálculos de impostos, quantidade de processos por canal/serviço, lead time de processos por serviço/desembaraço, despesas por serviço, entre outras.

Com dados informatizados, invista em um sistema analítico de dados. A ferramenta escolhida deve permitir a integração com o sistema operacional já utilizado na empresa, bem como total segurança na tramitação de dados, facilitando assim a obtenção de uma análise mais coerente com o que a companhia necessita.

Por último, invista na capacitação de sua equipe, para que a aplicação dos dados obtidos seja otimizada. Contar com profissionais qualificados agiliza o crescimento e a conquista de melhores resultados.

Entre os principais benefícios gerados por essa análise, destacamos:

- Ganho de produtividade: a variação da economia, valorização ou desvalorização das moedas, mudanças no mercado consumidor, são algumas das situações que atingem diretamente quem atua em comex. Por isso, dados confiáveis e de fácil acesso tornam a tomada de decisões estratégicas rápidas e eficientes. Com um sistema de análise de dados você reduz o tempo de planejamento estratégico e de pesquisas.

- Tomada de decisões com maior confiabilidade: através de ferramentas analíticas, as companhias contam com precisão na hora de planejar os próximos passos, garantindo destaque e espaço no mercado. Este processo é primordial para o aperfeiçoamento do BI da companhia. Os processos operacionais, táticos ou estratégicos ganham maior suporte em seu desenvolvimento e desempenho.

- Rapidez na criação de relatórios: apresentar resultados e ter à mão as principais ações estratégicas, através de relatórios, é fundamental. Em qualquer setor, incluindo o de comércio exterior, que lida diariamente com questões ligadas à legislação de diversos países e às mudanças globais da economia, este material é de extrema importância. Com os resultados obtidos através do Analytics, gerar relatórios ou dashboard (apresentação visual das informações mais importantes em uma única tela, facilitando o acompanhamento do negócio) fica muito mais rápido e prático. Assim, a equipe tem sempre à mão uma análise confiável para manter o ritmo de crescimento e a solidez dos negócios.

Que os sistemas operacionais e de análise vieram para ficar, não há dúvidas. As empresas estão cada vez mais ligadas às soluções voltadas para o seu negócio. Buscar ferramentas com foco no setor de atuação e otimizar processos é fundamental para garantir a competitividade de mercado. Segundo a Gartner Inc. companhia global líder em pesquisas de Tecnologia da Informação, o uso da inteligência analítica será uma das tendências em 2015. Outra pesquisa realizada pela Accenture e o SAS Institute revelou que mais de 70% das empresas planejam ampliar investimentos em ferramentas analíticas em 2015. E você, está pronto para ampliar e otimizar o seu negócio?

Por Edneia Moura | @comexblog

Brasil-EUA: correção de rota

Em 2009, para justificar a adesão à Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) da Guiné Equatorial, país africano governado desde 1979 por partido único e por um mesmo dirigente autoritário e onde poucas pessoas falam o Português, uma alta autoridade do governo brasileiro da época saiu-se com esta: “Negócios são negócios”. Essa estratégia política, ao que parece, não foi seguida em relação aos Estados Unidos, o maior mercado do planeta, pois houve nos últimos governos um propósito deliberado de procurar um distanciamento com aquela nação, a pretexto de diminuir uma possível dependência comercial e política.

EUA


Ao que parece, o atual governo já deixou para trás esse tipo de doença infantil e tem procurado se reaproximar de Washington. E, não fosse o episódio de julho de 2013, quando veio à tona o escândalo sobre a espionagem de cidadãos e empresas brasileiras pela Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA, na sigla em inglês), que levou a presidente brasileira a cancelar uma visita àquela nação, as negociações estariam bem mais adiantadas.

Seja como for, o resultado daquela desastrada estratégia pode ser conferido nos últimos dados sobre a corrente de comércio (importações/exportações) entre os dois países divulgados pelo Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), ainda que se deva levar em conta também os efeitos da crise financeira global que se registrou a partir de 2008.

Na área de exportações, em 2014, o Brasil vendeu mercadorias para os Estados Unidos no montante de US$ 27 bilhões, o que representou um crescimento de 9,63% em relação a 2013 (US$ 24,6 bilhões), praticamente igualando a melhor marca até agora, obtida em 2008 (US$ 27,4 bilhões). Em 2009, esse valor caiu para US$ 15,6 bilhões, mas, desde então, foi registrada uma recuperação contínua. É de se ressaltar que, do montante de 2014, US$ 19 bilhões foram resultado da venda de produtos semimanufaturados e manufaturados, enquanto US$ 6,3 bilhões, de produtos básicos. Ou seja, isso mostra que o mercado norte-americano é extremamente importante para a sobrevivência da indústria brasileira, especialmente a paulista, porque absorve mais produtos de maior valor agregado.

Na área de importações, em 2014, o Brasil comprou US$ 34,9 bilhões em mercadorias, o que representou uma queda de 2,83% em relação a 2013 (US$ 36 bilhões), mas manteve a marca acima de US$ 30 bilhões que se registra desde 2011. Em 2008, época do início da crise global, o montante foi de US$ 25,6 bilhões, tendo caído para US$ 20 bilhões em 2009, recuperando-se em 2010 (US$ 27 bilhões).

O que se constata também é que o Brasil desde 2009 importa mais do que exporta para os Estados Unidos. Eis os números: em 2014, o déficit do Brasil foi de US$ 7,9 bilhões; em 2013, de US$ 11,4 bilhões; em 2012, de US$ 5,6 bilhões; em 2011, de US$ 8,1 bilhões; em 2010, de US$ 7,7 bilhões; e em 2009, de US$ 4,4 bilhões. Em outras palavras: o Brasil segue numa direção contrária à da maioria dos países, já que o mercado norte-americano é majoritariamente importador. É como se o Brasil fosse o país desenvolvido e os Estados Unidos a nação em desenvolvimento.

Como se vê, algo está errado na estratégia comercial brasileira. E o novo governo precisa revê-la urgentemente.

Por: ComexBlog

Na volta do recesso, acordos do Brics serão avaliados no Senado

Quando retomarem os trabalhos em 2 de fevereiro e elegerem a nova composição da Comissão de Relações Exteriores, os senadores terão em pauta alguns assuntos importantes para analisar. No dia 30 de dezembro o governo federal publicou no Diário Oficial da União as mensagens presidenciais que comunicam ao Congresso Nacional o acordo para criação do Novo Banco de Desenvolvimento e sobre o Tratado para o Estabelecimento do Arranjo Contingente de Reservas do Brics (Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul). Além disso, foram remanejados três diplomatas para diferentes representações brasileiras no exterior, que também têm que ser aprovadas pelo Senado.

O Banco do Brics será criado para fomentar políticas de desenvolvimento em infraestrutura nos cinco países que compõem o bloco. Terá capital inicial de US$ 50 bilhões, sendo US$ 10 bilhões em recursos e US$ 40 bilhões em garantias. O acordo para sua criação foi firmado em julho do ano passado, quando os representantes do bloco se encontraram em Fortaleza e definiram que a sede do banco será em Xangai, na China, e o primeiro presidente será indicado pela Índia.

Na mesma ocasião, foi firmado o Tratado para o Estabelecimento do Arranjo Contingente de Reservas dos Brics, que cria um fundo com recursos de todos os membros para ser acessado pelos países do bloco em momentos de crise. O fundo terá capital inicial de US$ 100 bilhões com aporte de US$ 41 bilhões da China, US$ 18 bilhões de Brasil, Índia e Rússia, cada um, e US$ 5 bilhões da África do Sul.

O acordo e o tratado precisam ser analisados pela Comissão de Relações Exteriores e depois pelo plenário do Senado. Além deles, os senadores terão que aprovar a ida dos diplomatas José Augusto Silveira de Andrade Filho, que atualmente serve na embaixada do Brasil em Pretória, na África do Sul, para o cargo de cônsul-geral do Brasil em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia; Maria Teresa Mesquita Pessôa, do consulado-geral do Brasil em Mumbai, na Índia, para o cargo de embaixadora do Brasil na República Democrática Federal do Nepal; e de Alfredo Cesar Martinho Leoni, da Embaixada do Brasil em Islamabad, no Paquistão, para o cargo de embaixador do Brasil na República da Polônia.

Antes, contudo, os senadores precisarão definir os novos integrantes da comissão e eleger o presidente e o vice da comissão. O mais provável é que isso ocorra na primeira semana de retorno dos trabalhos legislativos, em fevereiro. Não há prazo para que as matérias sejam votadas. No caso do Brics, o acordo precisa também ser aprovado pelos parlamentos dos demais países antes de começarem a valer.

Fonte: Agência Brasil - notícia de 4.1.2015


Leia em:http://www.comexdata.com.br/index.php?PID=3004672#ixzz3NyXDW8aw

China e 30 países latino-americanos reúnem-se em Pequim

Governantes chineses e de 30 países latino-americanos vão se reunir quinta (8) e sexta-feira em Pequim, no primeiro encontro ministerial do Forum China-Comunidade dos Estados da América Latina e do Caribe (Celac), criado recentemente.

"Até agora, 30 dos 33 membros da Celac e 20 ministros dos Negócios Estrangeiros já confirmaram participação", anunciou hoje (5) um alto funcionário do governo chinês. A sessão de abertura terá também a presença dos presidentes da China, Costa Rica, do Equador e da Venezuela.

Criado no verão passado, o novo forum é considerado "uma plataforma intergovernamental de cooperação politica, econômica e comercial".

"A China e os países da Celac encontram-se em fase semelhante de seu processo de desenvolvimento e partilham muitos interesses", disse Zhu Qingqiao, diretor do departamento do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês encarregado dos Assuntos da América Latina e do Caribe.

Alguns países vão enviar também ministros de outras pastas, principalmente do Comércio, Turismo e da Ciência, acrescentou.

"As nossas relações vão entrar em uma nova era e ascender a um patamar mais alto", afirmou Zhu Qingqiao.

Segundo ele, a China já é o segundo parceiro comercial da América Latina e do Caribe e, para alguns países da região, entre eles o Brasil, é o primeiro.

Pelas contas chineses, nos primeiros 11 meses de 2014, o comércio entre a China e a região cresceu 1,3% em relação ao mesmo período do ano anterior, somando US$ 241,9 milhões.

Leia em:http://www.comexdata.com.br/index.php?PID=3004673#ixzz3NyWWa2Ca

Legislação aduaneira tem lacuna sobre reimportação de mercadoria exportada

A possibilidade de reimportação de mercadoria exportada não está prevista claramente na legislação brasileira, que na verdade contempla apenas a reimportação de mercadorias exportadas para o exterior em caráter temporário (por exemplo: mercadorias enviadas para conserto, reparação etc.), admitindo somente nessa hipótese o reingresso dos bens ao território brasileiro mediante a apresentação de Declaração Simplificada de Importação, conforme art. 92 do Decreto-lei 37/66, e inciso V do art. 3º da IN-SRF 611/06.
O art. 93 do Decreto-lei n. 37/66, por sua vez, previa enfaticamente a incidência do imposto de importação sobre a mercadoria nacional ou nacionalizada, quando importada, equiparando-a para tais fins à mercadoria estrangeira — mas tal dispositivo foi modificado pelo Decreto-lei 2.472/88, de modo que passou a dispor apenas sobre a possibilidade de instituição de outros regimes aduaneiros especiais.
Em caso julgado pelo Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf, do Ministério da Fazenda), certa montadora de veículos foi autuada justamente porque pretendia importar mercadoria que anteriormente havia sido por ela exportada a título definitivo. A autuação foi formalizada para a exigência de imposto de importação (com acréscimos de multa e juros) e foi mantida na Câmara Superior de Recursos Fiscais (CSRF, instância máxima do Carf) porque interpretaram os julgadores que a mercadoria precisava ser nacionalizada, da mesma forma que perdera esse atributo quando originalmente exportada (Acórdão CSRF 03-02.692, de 20/2/2006).
Com efeito, as autoridades fazendárias federais tendem sempre a exigir os tributos devidos na reimportação de mercadoria, quando originalmente exportada em caráter definitivo, e podem autuar a importadora como no caso acima citado.
Mas o Superior Tribunal de Justiça vem sedimentando seu posicionamento sobre o tema, a exemplo de precedentes do Supremo Tribunal Federal, como se pode constatar do acórdão do STJ no Recurso Especial 662.882/RJ, onde aquela corte deixa claro que a reimportação de mercadoria anteriormente exportada a título definitivo não se confunde com a importação de mercadoria estrangeira — porque na reimportação a mercadoria é nacional, não é estrangeira, de modo que não pode se submeter ao imposto de importação.
No mesmo sentido é o posicionamento do Tribunal Regional Federal da 3ª Região que, aliás, chegou a declarar, por meio de sua composição plenária, a inconstitucionalidade do antigo art. 92 do Decreto-lei n. 37/66 (comentado no começo deste artigo) de modo a assegurar a possibilidade de reimportação de mercadoria exportada definitivamente, sem pagamento de imposto de importação (processo 89.03.001938-5, julgado em 13.9.1990).
Portanto, é possível discutir judicialmente não apenas o direito de reimportar a mercadoria nacional exportada definitivamente — e que deva retornar ao Brasil em razão de o importador no exterior ter desistido do negócio — mas também é viável debater a própria incidência do imposto de importação e dos demais tributos.
Em havendo interesse na reimportação, todavia, e presentes aqueles pressupostos, o titular da mercadoria no Brasil deve se municiar de toda a documentação comprobatória do embarque original da mercadoria, que deverá coincidir escrupulosamente (descrição e quantidade) com a mercadoria a ser reimportada, e outros documentos comprovando que o importador no país de destino desistiu da compra — além do que é preciso se preparar para um enfrentamento que ultrapassa os limites da singela incidência dos impostos federais.
De fato, não havendo importação propriamente dita, mas mera “devolução” da mercadoria ao próprio titular, em princípio não houve circulação submetida ao ICMS estadual — mas, na esteira da lacuna normativa federal, também os Estados carecem de regra específica para evitar a incidência daquele tributo numa operação como essa. Portanto, e como se presume a necessidade de discussão judicial da matéria, já se antevê que pelo menos duas medidas judiciais devem ser propostas em face de caso concreto sobre a matéria: uma contra a União Federal (para discutir a exigência de tributos federais, bem como para se precaver contra autuações em face de descumprimento de regras aduaneiras) e outra contra o Estado onde domiciliado o importador (para discutir a incidência de ICMS).
Note que não há formulário próprio, nem regime aduaneiro adequado discriminado em lei, para dar roupagem à operação de reimportação acima referida, de modo que uma liminar judicial preventiva (ou provimento equivalente) seria imprescindível para evitar, por exemplo, a aplicação da pena de perdimento em face da mercadoria reimportada, além da própria exigência dos tributos. Por essa razão a ação de rito ordinário com pedido de antecipação de tutela poderia ser até mesmo mais adequada que o Mandado de Segurança — dado que não é permitida liminar em Mandado de Segurança visando liberar mercadorias em repartições aduaneiras (art. 7º, § 2º, da Lei 12.016/09).
Por Rogério Pires da Silva - Advogado
Fonte: CONJUR – Consultor Jurídico
Via: Canal Aduaneiro

CAMEX: Ministério do Comércio Exterior

Todos aqueles que têm bom senso, e entendem o mínimo sobre o assunto, sabem que o comércio exterior é a base primeira de desenvolvimento dos países. Todos os países que resolveram dar prioridade ao comércio exterior estão bem melhor que nós.

Exportadores Seminário Camex

Há uma década e meia vimos batendo na tecla do Ministério do Comércio Exterior. Já lhe demos até nome. Seria Mincex – Ministério do Comércio Exterior. Talvez Mincelog – Ministério do Comércio Exterior e Logística. A sigla nem importa. Poderia ser a própria Camex – Câmara de Comércio Exterior. Já existe e só precisamos transformá-la em Ministério. E, claro, que funcione.

Não só nós temos pedido isso. Temos colegas que já pedem há muito tempo. Quiçá antes de nos enveredarmos por esse caminho também. Porém, quem mais bate somos nós e nosso navio está quase soçobrando. É um assunto relevante, porém, corremos o risco de cansarmos nosso leitor pela repetição.

Já tivemos, quando começamos a pedi-lo, excelente nome, e que era o secretário executivo da Camex na época, desde março de 2000. E deixamos passar essa oportunidade, como muitas outras. Fato normal na vida desse país que perde todas as oportunidades. Antes dessa época tínhamos a esperança de que o MDIC – Ministério da Indústria e Comércio poderia ser transformado nele. Mas, o máximo que se fez na ocasião foi acrescentar a palavra “Exterior’ ao final do seu nome. Continuando “tudo como dantes no quartel de Abrantes”, como diz o ditado.

Não desanimamos e continuamos batendo. De vez em quando alguém também escreve a respeito. Bom, vê-se a inutilidade e o gasto das nossas palavras, jogadas ao vento. O país passou de 12 ministérios na década 1960 para 39 atualmente. E o Ministério do Comércio Exterior continua um sonho. Torcemos para que se reduza novamente a 12, mas, se tiver que ir a 40, que não dê lugar à famosa fábula, mas ao comércio exterior.

Com isso fica cada vez mais claro que o comércio exterior é tratado de forma marginal. E isso é corroborado pelos acordos comerciais que o país tem. Praticamente no âmbito da Aladi – Associação Latino-Americana de Integração, com poucos acordos fora, também, quase irrelevantes. A culpa disso é apenas do país. Primeiro não gosta de acordos. Segundo, mantém o famigerado Mercosul, cuja extinção já cansamos de pedir. Ainda se fosse transformado em área de livre comércio permitiria acordos isolados. Não sabemos se adiantaria, já que somos avessos ao assunto, mas seria alguma coisa.

Resultado disso é a nossa ínfima representatividade no comércio exterior mundial. Pouco mais de 1%, e em queda desde 2011 quando atingimos nosso ápice. E sendo cerca de 20% do nosso PIB – produto interno bruto. Enquanto o comércio mundial representa 50% das transações internacionais de US$ 37 trilhões em 2013. E pouco mais de 10% do comércio exterior da China. Que, por sinal, era bem menor que o nosso no final da década de 1970.

Todos aqueles que têm bom senso, e entendem o mínimo sobre o assunto, sabem que o comércio exterior é a base primeira de desenvolvimento dos países. Todos os países que resolveram dar prioridade ao comércio exterior estão bem melhor que nós. Para citar apenas alguns, das últimas décadas, vide o que aconteceu com Japão desde os anos 50 e 60, com Coréia desde os anos 70, e com a China desde finalzinho dos anos 70. Quem entende que o comércio exterior é a via mais rápida de desenvolvimento, chega onde deve.

Nós, ao contrário, nos voltamos cada vez mais para dentro. Já não somos nem o próprio Brasil, visto que em 1950 nossa exportação era de 2,37% da mundial. Sendo hoje praticamente metade disso. E fazendo as barbaridades de praxe. Na década passada, como todo mundo sabe, transformamos os Estados Unidos da América do Norte, nosso maior comprador, no vilão-mor, no grande satã. Conclusão, nossas exportações para eles que atingiram 25% do montante vendido, despencou para cerca de 10%. Vamos ter que remar tudo de novo, se for possível.

Isso não nos parece muito inteligente. Misturar comércio com ideologia não precisa ser adjetivado aqui. Vide a China, sempre um bom exemplo para tudo, e o leitor que nos perdoe por isso. Em 1978 Deng Xiao Ping, que permaneceu no poder até 1992, entendeu isso como ninguém. Ficou com a ideia de que o comunismo, ou socialismo é uma coisa boa na política – sabemos que não é, mas, tudo bem – mas que era péssimo na economia. E fez a revolução do bom senso. Política socialista sim, porém, economia é outro departamento. E resolveu que o melhor sistema econômico que existe é o capitalismo. Acreditamos que ninguém dúvida quem é hoje o país mais capitalista do mundo.

Com isso, engatou um crescimento econômico médio de 10% ao ano entre 1979 e 2013. Passando a ser, embora apenas nominalmente, a segunda maior economia do mundo, com um PIB de quase US$ 10 trilhões de dólares. Ainda são, relativamente, mais pobres do que nós, porém, tendo saído de uma renda per capita de bem menos de 10% da nossa para algo como 70% dela. E nos passarão até final da década. Seu comércio exterior que foi de 67% do seu PIB na década passada, hoje é de 50%, visto que agora o mercado interno é relevante em face do seu fantástico crescimento. O comércio exterior de Netherlands (Países Baixos) é de 160% de seu PIB. E há outros exemplos.

Todo mundo entende isso, menos o Brasil. É claro que a culpa não é apenas pela falta do ministério. É da mentalidade pequena, provinciana, de opção pela pobreza, conforme artigo nosso publicado há alguns anos com este título. Mas, um ministério ajudaria muito, pois teríamos um órgão exclusivamente pensando comércio exterior, o que não temos hoje.

Por Samir Keedi | @comexblog

Novo sistema de certificação online de exportações é aprovado pela Liga Árabe

Certificação online promete reduzir a burocracia, o tempo e os custos para os exportadores brasileiros, importadores árabes e consumidores finais.

No dia 28 de agosto deste ano, após reunião ocorrida no Cairo entre diretor-geral da Câmara Árabe Brasileira, Michel Alaby e o secretário-geral adjunto para Assuntos Econômicos da Liga dos Estados Árabes, Mohammed Al-Tuwaijri, foi aprovado o projeto da Câmara pela Liga.

A aprovação por parte da Liga é importantíssima, uma vez que é a instituição multilateral que credencia a Câmara Árabe como a única entidade no Brasil autorizada a certificar as exportações às nações árabes.

O projeto visa criar um sistema online de certificação de origem e legalização de documentos de exportação e segundo Alaby “o objetivo é reduzir a burocracia, o tempo e os custos para os exportadores brasileiros, importadores árabes e consumidores finais”.

A proposta tem apoio da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), entidade de empresas de carne bovina, da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que reúne produtores e exportadores de frango, e da Federação das Associações Muçulmanas do Brasil (Fambras), que lida com certificação halal, ou seja, a garantia de que as mercadorias exportadas são produzidas de acordo com as tradições islâmicas.

O procedimento eletrônico deve ser implantado até março de 2015. Antes, porém, Alaby vai apresentar o projeto a entidades que oferecem os mesmos serviços em outros países na próxima reunião da União Geral das Câmaras de Comércio, Indústria e Agricultura dos Países Árabes, em setembro, no Sudão.

Fonte: Comexblog

Brasil está ativo em todas as frentes de negociações comerciais

“O Brasil está ativo em todas as frentes de negociações comerciais internacionais, sejam multilaterais, regionais ou bilaterais”, afirmou hoje o secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Daniel Godinho, em audiência pública na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara dos Deputados.

Ele salientou que o ativismo brasileiro nas negociações se pauta pelo pragmatismo e citou como exemplo a atuação na Organização Mundial do Comércio (OMC).  “Há temas que devem ser tratados na OMC para que possamos avançar. Por exemplo, na questão dos subsídios agrícolas, não há possibilidade técnica de solução bilateral”, explicou o secretário, justificando o apoio e o engajamento do Brasil para a realização da Conferência Ministerial da OMC em Bali, na Indonésia, no próximo mês.

Sobre as negociações regionais e bilaterais, Godinho informou, na audiência, que, nesta sexta-feira (15), será realizada uma reunião com técnicos dos governos dos países do Mercosul, em Caracas, na Venezuela, para tratar da lista de ofertas do bloco para um acordo comercial com a União Europeia. “Esta é uma etapa importante nas negociações de um acordo que o governo brasileiro considera promissor com ganhos de médio e longo prazo”, avaliou.

Godinho também destacou o êxito em tratativas bilaterais com a China, na última semana, que resultaram em abertura de mercado para o milho e a carne de frango brasileira, além de acertos técnicos para a remoção do embargo à exportação de carne bovina. Por último, ele relatou, na audiência, que o governo trabalha com uma proposta de acordo de cooperação e facilitação de investimentos para os países africanos. “Esses acordos serão muito importantes para o fortalecimento da presença de empresas brasileiras no continente e para promover o intercâmbio comercial”, disse.

Fonte: MDIC

Brasil e Guiana criam comissão para desenvolver ações na área de infraestrutura


O ministros das Relações Exteriores do Brasil, Antonio Patriota, e da Guiana, Carolyn Rodrigues-Birkett, se reuniram hoje (19), no Uruguai, onde participam da Cúpula do Mercosul de Montevidéu, e acordaram a criação da Comissão Mista Brasil-Guiana para Desenvolvimento de Projetos de Infraestrutura, principalmente nas áreas de transporte e energia.

Os ministros observaram que a pavimentação do trecho Lethem-Linden, de 454 quilômetros, da rodovia que liga o Brasil à capital da Guiana, Georgetown, é um dos projetos prioritários da agenda de integração do Conselho Sul-Americano de Infraestrutura e Planejamento (Cosiplan), da União das Nações Sul-Americanas (Unasul).

Patriota e Carolyn ressaltaram a necessidade de executar análise de custos da iniciativa para executar o projeto de pavimentação. “Coincidiram que a correta execução da análise permitirá dar as condições para iniciar o projeto”, informou o Itamaraty por meio de nota. A primeira ligação terrestre entre os dois países, a ponte sobre o Rio Tacutu, foi inaugurada em setembro de 2009 e constitui um marco simbólico da aproximação bilateral entre Brasil e Guiana.

Entre os projetos que devem ser planejados, estão o desenvolvimento de um porto de águas profundas e o aproveitamento do potencial hidrelétrico da Guiana, para seu suprimento local e também para comercialização do excedente de energia gerada para o Brasil.

Para isso, os ministros concordaram que deve ser aprofundada a análise de viabilidade técnica, econômica, financeira e ambiental dos projetos para estimar a geração de receita e estruturar o financiamento por instituições financeiras multilaterais ou por investimentos privados.

Fonte: Agência Brasil

Brazil Minerals recebe licença para exportar produção


A Brazil Minerals, empresa produtora de diamantes e de exploração e desenvolvimento de mineração de ouro, anunciou nesta quinta-feira que a mina de diamante e ouro Duas Barras, em Minas Gerais, recebeu licença do governo que permite exportar a produção.

O diretor executivo da Brazil Minerals, Marc Fogassa, afirmou, em comunicado, que a licença permitirá que a empresa passe a considerar o mercado internacional, o que pode ajudar uma valorização dos produtos.

O plano inicial da companhia é estabelecer uma lista de compradores globais qualificados para complementar a lista dos brasileiros.

A Brazil Minerals é uma empresa dos Estados Unidos e possui uma participação de 55% em Duas Barras.

Fonte: Exame

Executivo da Embraer defende Mercosul mais "aberto"

`
O vice-presidente executivo de Pessoas, Relações Institucionais e Sustentabilidade da Embraer, Jackson Schneider, defende relações multilaterais e um Mercosul mais "aberto" para o comércio global.

Segundo ele, tanto o apoio do governo quanto os acordos comerciais são fundamentais para um comércio mundial "lógico", sem políticas predatórias.

"Nós, da Embraer, defendemos a busca pelo multilateralismo. O Estado deve apoiar as empresas no desenvolvimento tecnológico, temos que ter políticas industriais transparentes, esforços para a estruturação de fábricas, condições comerciais equitativas. Tudo isso precisa ser feito com negociações multilaterais. Se não ocorrer, a lógica do comércio mundial não existe e aquelas empresas ou países que têm mais condições vão ter sempre vantagens no comércio global", afirmou o executivo nesta quinta-feira, 17, na Conferência Nacional 2003-2013 - Uma Nova Política Externa, promovida pela Universidade Federal do ABC.

Ele citou tanto o desenvolvimento de produtos em cooperação com outros países como um avião de mais de 20 toneladas de carga em processo de fabricação em parceria com Argentina, Colômbia, Portugal e República Tcheca - e o apoio que a Embraer recebeu do governo brasileiro no contencioso na Organização Mundial do Comércio (OMC) contra a Bombardier, em 1999.

Sobre o Mercosul, Schneider defendeu um bloco comercial mais "aberto".

"Eu vejo quase uma excludência do Mercosul em negociações comerciais no mundo. Eu não acho necessário. O Mercosul é uma história de sucesso, ainda tem pontos a serem melhorados, mas não necessariamente o Mercosul precisa ser fechado. Podemos ter mais diálogos multilaterais ou outras formas criativas de integração no comércio global, por exemplo por segmentos de mercados ou áreas de negócio", declarou.

Fonte: Exame

Brasil e Alemanha podem criar Grupo de Trabalho para estreitar laços comerciais


Brasil e Alemanha avaliaram nesta quarta-feira (17), em reunião no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), a criação de um Grupo de Trabalho para discutir investimentos mútuos e a relação comercial entre os dois países. Discutiram o assunto a secretária de Desenvolvimento da Produção, Heloísa Menezes, e o secretário de Estado Hans-Joachim Otto, do Ministério da Economia e Tecnologia da Alemanha.

O grupo, a ser composto por autoridades de governo e empresários, teria como objetivo elencar prioridades dos dois países e focos de interesse em áreas como Defesa, Petróleo e Gás, Naval, Segurança Militar e Civil e Grandes Eventos. A proposta apresentada pelo lado alemão será debatida no governo brasileiro.

Segundo a secretária Heloísa Menezes, o MDIC, em articulação com o Ministério das Relações Exteriores, poderia coordenar o GT pelo lado brasileiro. Ela elogiou a iniciativa. “Um grupo para definir melhor onde podemos desenvolver uma parceria estratégica é muito bem vindo. Podemos pensar em desdobramentos desse grupo na medida em que os focos de interesse sejam mais bem definidos”, sustentou a secretária, ao lembrar experiência exitosa nesse sentido com o Japão.

Há pouco mais de um ano, em maio de 2012, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, assinou acordo de cooperação com o então ministro japonês da Terra, Infraestrutura, Transportes e Turismo, Takeshi Maeda, que previa transferência de tecnologia entre os dois países na área naval. “Esse entendimento já resultou, por exemplo, no desenvolvimento de produtos estratégicos envolvendo empresas brasileiras e japonesas”, assinalou Heloísa.

Hans-Joachim Otto disse que Alemanha e Índia adotaram essa estratégia no aprofundamento das relações bilaterais e que ela já teria rendido frutos na área de prevenção de catástrofes. Com o Brasil, o secretário alemão ponderou que, em setores como o automobilístico, a cooperação se dá entre as próprias empresas sem grande interferência governamental. Mas em outras áreas, como em segurança militar e civil, o apoio dos governos seria importante para criar as “condições políticas” para a cooperação. “Espero que essa visita resulte em novo impulso às nossas relações, aprofundando e melhorando a cooperação entre os nossos dois povos”, disse.

Fonte: MDIC

2012 será um ano difícil para Brasil e Argentina


O Brasil e a Argentina devem se preparar para um ano difícil no que se refere ao comércio exterior. O alerta é do argentino Marcelo Claveri, especialista em comércio exterior. A partir do próximo mês, os importadores argentinos terão de enfrentar um novo sistema para fazer seus negócios.

Os interessados devem pedir autorização prévia à Afip, a Receita Federal do país. Os pedidos serão examinados também pelo secretário do Comércio Interior, Guillermo Moreno, antes de serem liberados, num prazo de dez dias. Para o governo, a medida vai agilizar as operações, além de permitir maior controle das importações.

"Tanto a Argentina quanto o Brasil estão se preparando para um ano duro. Por isso, em dezembro passado, os presidentes dos quatro países do Mercosul [Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai] aprovaram uma medida para controlar as importações de terceiros países", disse Claveri à Agência Brasil.

Pelo acordo, cada país poderá aumentar em até 35% as tarifas de 100 produtos, importados de terceiros países e hoje sujeitos a uma Tarifa Externa Comum (TEC) mais baixa. Cada país fará sua própria lista. De acordo com o texto, os aumentos serão temporários.

Pelos dados oficiais, desde 2003, a Argentina tem crescido em média 7% ao ano com ajuda, em grande parte, dos elevados preços das commodities (bens primários com cotação internacional). Porém, ao longo de 2012, segundo previsões de vários economistas, a economia argentina deve crescer, no máximo, 3,5%.

"[Com isso a tendência é que] as exportações também tenham crescimento menor, entre 2% e 3%, enquanto as importações de energia terão aumento substancial, passando de US$ 2 bilhões em 2011 para US$ 7 bilhões este ano", disse o economista Marcelo Elisondo, diretor da consultoria DNI.

Via ComexData