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Avaria grossa, o que fazer

O acidente ocorrido dia 25 de abril com o navio porta-contêineres Maersk Londrina, no Oceano Índico, dependendo da extensão das perdas, faz crer que o armador-proprietário Maersk Line A/S deverá declarar avaria grossa. O cargueiro, depois de fazer escala em Tanjung Pelepas, na Malásia, quando navegava com destino aos portos brasileiros de Santos, Sepetiba, Itapoá, Itajaí e Paranaguá, sofreu explosão seguida de incêndio no interior do porão nº 7.

AvariaGrossaMaerskLondrinaContêiner

O navio permaneceu à deriva por muitas horas até que um chamado de socorro foi atendido por um rebocador da empresa de salvamento Oceans Salvage Group, que promoveu o rebocamento e escolta até Port Louis, nas Ilhas Maurício, onde atracou segunda-feira (27). Dada a distância e a situação crítica em que o Maersk Londrina se encontrava, provavelmente, um contrato de salvamento foi celebrado, prevendo remuneração e contribuição equitativa dos componentes (casco, bunkers, cargas e contêineres).Em Port Louis, novos esforços de resfriamento e combate ao incêndio foram feitos, o que significa que considerável quantidade de água deve ter sido lançada no interior do porão, provocando danos às mercadorias a bordo. .


Como se sabe, no Direito Marítimo, avaria grossa engloba todos os danos ou despesas extraordinárias decorrentes de um ato intencional, efetuado para a segurança do navio e suas cargas, em uma situação de perigo iminente, com o objetivo de evitar mal maior. Com a decretação da avaria grossa pelas autoridades competentes, as despesas e danos derivados dos procedimentos de salvamento serão rateados proporcionalmente entre os envolvidos (armador e proprietários das cargas).

Geralmente, é cobrado de cada proprietário das cargas de 2% a 7% da soma do custo da mercadoria e frete. Obviamente, essas despesas extraordinárias são cobertas pelo seguro de transporte internacional, de acordo com as Regras de York-Antuérpia, normas criadas com o objetivo de integrar os contratos de transporte e unificar as resoluções dos problemas relacionados com avaria grossa. Os importadores sem seguro de transporte terão que efetuar um depósito na conta indicada pelo armador, correspondente ao valor definido de sua participação na avaria grossa. Do contrário, não receberão suas cargas. Por isso, o importador jamais deve aventurar-se a realizar uma importação sem a contratação de uma apólice de seguro de transporte internacional.

Após a emissão do Termo de Falta e Avarias (TFA), dependendo dos registros, as seguradoras orientarão sobre a necessidade de vistoria, local e envio de carta-protesto. Para a regulação da avaria grossa, dois formulários são enviados pelo armador, o Average Bond e seu anexo Non-Separation Agreement e o Average Guarantee. Esses documentos precisam ser preenchidos com os dados do contêiner e do Bill of Lading (BL) ou conhecimento de embarque, assinados, carimbados e enviados juntos com uma cópia da invoice (fatura) ao average adjuster (regulador de avaria). Todo esse procedimento deve ser conduzido por profissionais especializados, ou seja, os agentes de carga/despachantes.

Por Mauro Lourenço | @comexblog

Notícia Siscomex Exportação nº 62/2015

O Trigésimo Segundo Seminário de Operações de Comércio Exterior será realizado no dia 12 de maio de 2015 (ver programação abaixo). Além das palestras que serão apresentadas, haverá Despacho Executivo (atendimento de casos específicos de operações de CONTROLE ADMINISTRATIVO NO COMEX, LICENÇAS DE IMPORTAÇÃO, SIMILARIDADE/MATERIAL USADO e DRAWBACK com os técnicos do DECEX. Promovido pelo DECEX - Departamento de Operações de Comércio Exterior da Secretaria de Comércio Exterior (SECEX) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) em parceria com a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro - FIRJAN, os seminários são GRATUITOS e ABERTOS a todos os interessados. As inscrições serão realizadas pela FIRJAN no e-mail abaixo:
Em caso de dúvidas, entrar em contato: cin@firjan.org.br / (21) 2563-4600
PROGRAMAÇÃO
Data: 12/05/2015 - Terça-Feira
Local: Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro - FIRJAN
08h30    Credenciamento
09h00 Amaury Temporal – Diretor do CIN
José Augusto de Castro – Presidente da AEB
Renato Agostinho da Silva - Diretor do DECEX
09h30 - DRAWBACK: Drawback integrado nas modalidades de Suspensão e        Isenção - Esclarecimentos gerais - Marcelo Landau - Analista de Comércio Exterior da CGEX
11h30 - VISÃO GERAL DOS SISTEMAS ADMINISTRATIVOS DE COMEX - Fabio Kouri Paim - Analista de Comércio Exterior da CGIS
12h30 - INTERVALO PARA ALMOÇO
13h30 - CONTROLE ADMINISTRATIVO NO COMEX - Renato Agostinho da Silva - Diretor do DECEX
14h30 - LICENÇAS DE IMPORTAÇÃO - Informações gerais e operações especiais - Mauricio Genta Maragni - Coordenador-Geral da CGIM
17h00    ENCERRAMENTO
Haverá atendimentos em Despachos Executivos pelo DECEX, limitados 05 (cinco) por assunto, respeitada a ordem de inscrição. Cada Despacho Executivo levará, no máximo, 30 minutos.
SERVIÇO:
Local: FIRJAN – Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro
Endereço: Avenida Graça Aranha, 1  Centro  Rio de Janeiro/RJ
Horário: 8:30 às 12:30 - 13:30 às 17:00
PARA SOLICITAR A INSCRIÇÃO, INFORME:
NOME COMPLETO:
CARGO/FUNÇÃO:
EMPRESA:
TELEFONE/FAX:
E-MAIL:
PARA SOLICITAR DESPACHO EXECUTIVO, INFORME:
EXPORTAÇÃO
Nº do AC ou do RE:
NCM de Exportação (preponderante):
Número protocolo MDIC (se houver):
Descrição completa e detalhada do problema a ser tratado:
IMPORTAÇÃO
Nº da LI:
NCM de Importação (preponderante):
Número protocolo MDIC (se houver):
Descrição completa e detalhada do problema a ser tratado:
CONTROLE ADMINISTRATIVO NO COMEX
Número protocolo MDIC (se houver):
Descrição completa e detalhada do problema a ser tratado:
Aguardar confirmação da inscrição.  Caso não seja possível o comparecimento, favor solicitar o cancelamento da inscrição.

Notícia Siscomex Importação nº 51/2015

SISCOMEX IMPORTAÇÃO WEB: VERSÃO DE NAVEGADORES DE INTERNET
INFORMAMOS QUE PARA MELHOR USO DO SISCOMEX  IMPORTAÇÃO  WEB OS NAVEGADORES DE INTERNET RECOMENDADOS SÃO:
* INTERNET EXPLORER: VERSÃO 9 OU SUPERIORES,
* MOZILLA FIREFOX: VERSÃO 28.0 OU SUPERIORES;
* GOOGLE CHROME: VERSÃO 33.0 OU SUPERIORES.
COORDENAÇÃO-GERAL DE ADMINISTRAÇÃO ADUANEIRA

Notícia Siscomex Importação nº 52/2015

Com base na Portaria Secex nº 23/2011, informamos que, a partir de 14/05/2015, as importações dos produtos classificados nas seguintes NCM estarão dispensadas do tratamento administrativo de licenciamento automático com anuência do Decex delegada ao Banco do Brasil:
52061100            FIO ALGODAO<85%,SIMPLES,FIBRA N/PENT.TITULO>=714.29DEC. (Destaques 001 e 002)
53109000            OUTS.TECIDOS DE JUTA OU OUTS.FIBRAS TEXTEIS LIBERIANAS
54022000            FIO DE ALTA TENACIDADE,DE POLIESTERES
55095300            FIO DE FIBRAS DE POLIESTERES COM ALGODAO
55129990            OUTROS TECIDOS DE FIBRAS SINTETICAS DESCONTINUAS>=85%
55142900            OUTS.TECIDOS FIBRA SINT<85% C/ALCODAO,P>170G/M2,TINTOS
56039130            OUTROS FALSOS TECIDOS DE RAIOM VISCOSE,PESO<=25G/M2
56039190            OUTROS FALSOS TECIDOS,PESO<=25G/M2
58061000            FITAS DE VELUDO/PELUCIA,DE TECIDO DE FROCO OU ATOALHADO
58063200            FITAS DE FIBRAS SINTETICAS OU ARTIFICIAIS
58081000            ENTRANCADOS EM PECAS
58101000            BORDADOS QUIMICOS/AEREOS/COM FUNDO RECORTAD.EM PECA,ETC
58109200            BORDADOS DE FIBRA SINT/ARTIF.EM PECA/TIRAS OU MOTIVOS
58109900            BORDADOS DE OUTS.MATERIAS TEXTEIS,EM PECA/TIRAS/MOTIVOS
61031090            TERNOS MALHA DE OUTS.MATS.TÊXTEIS,USO MASC.
61032300            CONJUNTOS DE MALHA DE FIBRA SINT/ARTIF.DE USO MASCULINO
61032990            CONJUNTOS MALHA OUTS.MAT.TÊXTEIS,USO MASC.
61033900            PALETOS (CASACOS) DE MALHA DE OUTRAS MATERIAS TEXTEIS
61041300            TAILLEURS DE MALHA DE FIBRAS SINTETICAS
61041910            TAILLEURS MALHA DE LÃ/PÊLOS FINOS, USO FEM.
61042300            CONJUNTOS DE MALHA DE FIBRAS SINTETICAS,DE USO FEMININO
61042990            CONJUNTOS MALHA D/OUT.MATS.TÊXTEIS, USO FEM.
61043300            BLAZERS DE MALHA DE FIBRAS SINTETICAS,DE USO FEMININO
61044200            VESTIDOS DE MALHA DE ALGODAO
61044300            VESTIDOS DE MALHA DE FIBRAS SINTETICAS
61044900            VESTIDOS DE MALHA DE OUTRAS MATERIAS TEXTEIS
61045200            SAIAS E SAIAS-CALCAS,DE MALHA DE ALGODAO
61045300            SAIAS E SAIAS-CALCAS,DE MALHA DE FIBRAS SINTETICAS
61046100            CALCAS,ETC.DE MALHA DE LA OU PELOS FINOS,USO FEMININO
61059000            CAMISAS DE MALHA DE OUTS.MATERIAS TEXTEIS,USO MASCULINO
61069000            CAMISAS,ETC.DE MALHA DE OUTS.MATER.TEXTEIS,USO FEMININO
61072100            CAMISOLOES,ETC.DE MALHA DE ALGODAO,DE USO MASCULINO
61072200            CAMISOLOES,ETC.DE MALHA DE FIBRA SINT/ART.USO MASCULINO
61072900            CAMISOLOES,ETC.DE MALHA DE OUTS.MAT.TEXT.USO MASCULINO
61079910            ROUPA/BANHO,ROBES,ETC.MASC.MALH.F.SINT/ART.
61081100            COMBINACOES E ANAGUAS,DE MALHA DE FIBRA SINTETICA/ARTIF
61081900            COMBINACOES E ANAGUAS,DE MALHA DE OUTS.MATERIAS TEXTEIS
61082100            CALCINHAS DE MALHA DE ALGODAO
61082900            CALCINHAS DE MALHA DE OUTRAS MATERIAS TEXTEIS
61083100            CAMISOLAS,ETC.DE MALHA DE ALGODAO,DE USO FEMININO
61083200            CAMISOLAS,ETC.DE MALHA DE FIBRA SINT/ARTIF.USO FEMININO


Departamento de Operações de Comercio Exterior

Notícia Siscomex nº055/2015

SISCOMEX IMPORTAÇÃO WEB: SOLICITAÇÃO DE "DI"

PARA MELHORAR A PERFORMANCE DA APLICAÇÃO DO SISCOMEX  IMPORTAÇÃO WEB, INFORMAMOS QUE SERÁ REALIZADA AUTOMATICAMENTE  A LIMPEZA DA TABELA DE SOLICITAÇÃO DE RASCUNHO  DE  DECLARAÇÃO DE IMPORTAÇÃO (DI) 15 DIAS APÓS A  SOLICITAÇÃO  SER SALVA NO SISTEMA.

O IMPORTADOR PODERÁ GERAR NOVAS SOLICITAÇÕES DE REGISTROS DE "DI" A PARTIR DE  "DI" REGISTRADAS NO  SISTEMA, RECUPERANDO OS DADOS PARA SOLICITAÇÃO EM:

OPERAÇÕES/ DECLARAÇÃO DE IMPORTAÇÃO/ COMPLETA OU SIMPLIFICADA / SOLICITAÇÃO / RECUPERAÇÃO.



COORDENAÇÃO-GERAL DE ADMINISTRAÇÃO ADUANEIRA

Deicmar consolida atuação em cargas de projeto com atendimento à cabotagem

A operação portuária, a armazenagem e o transporte de cargas de grandes dimensões, também conhecidas como cargas de projeto, formam um nicho de atividades em expansão, devido à considerável demanda por operadores preparados para atendê-las. A Deicmar, companhia especializada em soluções logísticas, atua há mais de uma década nesta área. Com extenso histórico em atividades de importação e exportação de cargas superdimensionadas, atualmente a empresa recebe também cargas destinadas à cabotagem.

Este é caso de pás eólicas trazidas, em carretas, de Sorocaba a Santos, de onde seguem para o Nordeste e Sul do Brasil. As peças, com aproximadamente 60 metros de comprimentos são embarcadas em conjuntos de aproximadamente 30 unidades.

O serviço de cargas de projeto direcionado à cabotagem estão no portfólio que a Deicmar levará para a 21ª edição da Intermodal South America, principal encontro do setor de logística, transportes de cargas e comércio exterior das Américas, que acontece de 7 a 9 de abril, no Tansamerica Expo Center, em São Paulo.

Segundo o gerente de operação portuária da Deicmar, Franklin de Almeida Dantas, o transporte de cargas de projeto no modal marítimo cresce de forma significativa e este avanço é decorrente de uma aproximação comercial entre clientes e armadores, que recentemente passaram a investir mais neste tipo de movimentação. “O transporte marítimo de cargas de projeto apresenta resultados expressivos e contundentes no que se refere a questões como custos logísticos, redução do tempo e de entrega da carga ao destino”, detalha Dantas, sobre o motivo dos novos investimentos nesta área.

Flexibilidade – Diferentemente do que acontece com os demais tipos de operação, a movimentação de peças com peso e dimensões excedentes não possui procedimentos fixos, pois cada carga necessita de um planejamento particular, que tem início no atendimento comercial ao cliente. “Cada nova operação demanda estudo e análise para provermos a estrutura adequada e valores competitivos”, explica o gerente de vendas da Deicmar, Antônio Rosendo.

Especializada também na movimentação de cargas roll on/roll of de qualquer dimensão, a Deicmar foi porta de entrada do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) à cidade de Santos. Entre maio e dezembro de 2014, o terminal multipropósito da companhia recebeu duas composições trazidas de Valência, na Espanha. Os veículos foram transportados em mafis, estruturas rodantes abertas, utilizadas na movimentação de cargas com dimensões fora dos padrões convencionais.

Antes disso, a empresa participou do transporte de composições destinadas ao VLT de Cuiabá (MT), de veículos para o corpo de bombeiros vindos da Europa com destino à Brasília (DF) e de trens para o metro da capital paulista.

A atuação da Deicmar com cargas de projeto, bem como seus demais serviços, serão apresentados durante a 21ª edição da Feira Intermodal South America 2015, que acontece entre os dias 7 e 9 de abril, no Transamerica Expo Center, em São Paulo.

Fonte: Conteúdo Empresarial

Por ComexLinks | @comexblog

Importações registram 29% de queda nos dois primeiros meses do ano



Responsável por 50% do PIB do Espírito Santo, o setor de comércio exterior amarga prejuízo nos dois primeiros meses deste ano, no comparativo com 2014, reforçando mais uma vez a necessidade de buscar alternativas para a operacionalidade do segmento frente às crises internas e externas e a falta de infraestrutura logística. As importações registraram queda de 29%, enquanto que as exportações caíram 11%.

Conforme os dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic) e compilados pela área técnica do Sindiex, as importações estão num cenário ainda mais desfavorável, quando o número registrado no período analisado (US$ 938 milhões) está muito próximo do averiguado em 2010, que foi de US$ 924 milhões, o pior ano das operações nos últimos cinco anos.

No Brasil, os dados também estão negativos no comparativo de janeiro e fevereiro deste ano com 2014: as exportações tiveram uma queda de 19% e as importações reduziram em 11%.

Pauta capixaba

Com a maior participação na pauta de produtos importados pelo Espírito Santo (19%), o segmento de automóveis teve uma queda nas operações de 24% no período analisado, passando de US$ 235 milhões para US$ 179 milhões, um dos piores resultados nos últimos cinco anos.

Máquinas e equipamentos, outro importante item da pauta importadora capixaba, também teve uma desaceleração forte, de 52%, assim como equipamentos elétricos, com uma redução de 28%.

Nas exportações, o minério de ferro, carro-chefe da pauta capixaba, sofre sucessivas quedas desde 2010, chegando ao pior desempenho neste ano ao analisar o período de janeiro a fevereiro: US$ 687 milhões. A título de comparação, em anos anteriores, o resultado foi de US$ 804 milhões (de janeiro e fevereiro de 2014), US$ 852 milhões (2013), US$ 899 milhões (2012) e de US$ 1,2 bilhão (2011). Petróleo e celulose também apresentaram desaceleração no período em 2015 em -36% e -23%, respectivamente.

Conforme análise, as exportações de aço e café foram as únicas que registraram crescimento nos dois primeiros meses deste ano: 168% e 49%, respectivamente.

Fonte: Sindiex/MDIC



Por ComexLinks | @comexblog

Preços x Valores no Comércio Exterior

Se você ainda não compreende a diferença entre preço e valor, está na hora de entender esses conceitos distintos e essenciais que envolvem o dinheiro de sua empresa.

Basicamente, preço é aquilo que você paga, enquanto que valor é aquilo que você leva. O valor está muito mais ligado a questão daquilo que o seu prestador de serviço te oferece para garantir não só o sucesso da operação, mas principalmente a sua satisfação como cliente final.

No comércio exterior, este conceito deve estar bem claro na mente do contratante. O ditado de que o barato pode sair caro se aplica perfeitamente nas operações de importação e exportação.

O preço que sua empresa paga por um frete internacional deve ser analisado com cautela, justamente por estar diretamente ligado ao valor da operação.

A garantia de que a carga será agenciada com segurança, que os prazos serão cumpridos, que o monitoramento seja preciso e que a escolha do Incoterm seja bem definida, podem deixar o preço da operação caro ou barato rapidamente.

Num exemplo prático, um frete internacional marítimo mal contratado pode direcionar sua carga para um terminal em que a burocracia, o preço e a ausência de relacionamento com o cliente possam significar o maior custo de toda a operação, que antes parecia barata.

O processo de liberação da carga, que envolve o registro da operação, a elaboração dos documentos, o acompanhamento constante para a rápida ação junto aos órgãos competentes e o conhecimento preciso da legislação aduaneira, certamente devem ser levados em conta.

O valor que você recebe ao contratar um profissional que conhece a operação processual do início ao fim, garante redução de riscos para o seu negócio. Exemplificando, um registro de importação de uma carga avariada, num momento inoportuno, pode significar a perda do seguro internacional contratado.

O transporte rodoviário em território brasileiro também deve ser observado, principalmente para coletas realizadas nos portos brasileiros. O valor derivado do preço que sua empresa paga deve considerar a experiência da transportadora em coletas para estes tipos de operações.

Na prática, muitas vezes as janelas disponibilizadas pelos terminais portuários para carregamento ocorrem na madrugada ou no período noturno.

Na contratação certa, a transportadora já sabe disso e não acrescentará valores caso a carga seja armazenada no terminal da própria transportadora, para que seja entregue em horário comercial, ou se o caminhão ficar por horas na fila do terminal aguardando a coleta.

Questione o seu prestador de serviços, verifique se o preço pago resulta num valor que lhe satisfaça plenamente e atenda às necessidades de sua empresa. O maior perigo é o barato se tornar caro sem que você perceba.

Por Renan Diez | @comexblog

23/03/2015 - Notícia Siscomex Importação nº 24/2015

Com base na Portaria SECEX 23/2011 e Portaria INMETRO 328/2011, informamos alterações em tratamentos administrativos aplicados a importações de produtos sujeitos a anuência prévia do Departamento de Operações de Comércio Exterior – DECEX e do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia - INMETRO, conforme segue:

+ Inclusão de Anuência (vigência a partir de 25/03/15):
- NCM 84.14.3011 - Dest. 002 – Não recíproco para uso comercial ou doméstico, exceto automotivo {INMETRO};
- NCM 84.14.3011 - Dest. 003 – Recíproco (alternativo) para demais usos {DECEX};

+ Alteração de Descrição (vigência imediata):
- NCM 84.14.3011 - Dest. 001 – Recíproco (alternativo) para uso comercial ou doméstico, exceto automotivo {DECEX + INMETRO}.

Informamos que, na análise das anuências do DECEX nos licenciamentos das mercadorias mencionadas, as informações sobre o princípio de operação, a potência e a utilização do motocompressor deverão constar no texto descritivo da mercadoria constante na ficha 2 da guia "mercadoria" da LI. Na ausência dessas informações, as licenças serão colocadas em exigência para complementação da descrição.
Lembramos ainda que a análise das anuências do DECEX para a mercadoria acima está delegada, pelo DECEX, ao Banco do Brasil.

Atenciosamente,
Departamento de Operações de Comércio Exterior

Santos: um porto em construção

ContainerInSantos

Embora não se saiba se a longo prazo o Porto de Santos terá capacidade para receber supercargueiros,  a curto e médio prazo, não há dúvida que continuará a ser o principal complexo portuário do País, hoje responsável pela movimentação de 25,6% do comércio exterior brasileiro. Por isso, são fundamentais as obras que se projetam para dar ao porto a infraestrutura necessária para acabar ou minimizar os problemas de acesso e operação portuária.

É de se ressaltar que estão em execução as obras de reforço do Cais de Outeirinhos, com conclusão prevista para julho de 2015. Em junho de 2014, foram entregues os primeiros 512 metros, mas ainda faltam 800 metros. Essa obra permitirá a atracação de até seis navios de cruzeiro no local.

As demais obras de reforço irão beneficiar diretamente as operações de carga e descarga, incluindo o trecho que vai do Armazém 12A ao Armazém 23. Também o cais da Ilha Barnabé receberá obras de recuperação que vão permitir a atracação de navios de maior comprimento. Hoje, embarcações de até 336 metros podem trafegar em tese no canal do estuário, mas a Praticagem defende que seja estabelecido um limite de até 266 metros de comprimento. Isso mostra que o Porto, mesmo com obras de aprofundamento do calado, dificilmente, terá condições de receber os navios Post-Panamax.


É de se observar também que estão em fase de conclusão obras de reforço do píer da Alemoa e do píer do Terminal de Granéis Líquidos da Alemoa. Na área seca, há necessidade de se concluir as obras da Avenida Perimetral, nas duas margens do Porto. Em Santos, falta remodelar a Avenida Mário Covas, entre o Canal 4 e a Ponta da Praia, com a construção de um viaduto no Canal 5, além de concluir a reforma do trecho entre a Alemoa e o Saboó, local de grande circulação de caminhões e carretas.

Em Guarujá, na margem esquerda, espera-se que até abril esteja concluída a segunda fase da Avenida Perimetral, com a construção de duas pontes – uma convencional e outra estaiada. É de se lembrar que em janeiro foi inaugurada uma alternativa ao trânsito na Rua Idalino Piñez, mais conhecida como Rua do Adubo, com a construção pela iniciativa privada de um acesso em áreas de duas empresas portuárias. Cerca de 1,2 mil veículos por dia vêm utilizando o novo acesso, o que equivale a 30% do movimento local.

As empresas construíram esse acesso para reduzir os prejuízos causados pelos congestionamentos durante o período de escoamento da safra agrícola e, obviamente, pela lentidão e incapacidade do poder público em resolver o problema, o que se evidencia também na questão do Mergulhão, passagem subterrânea da Avenida Perimetral, no centro de Santos, cujo projeto já começa a se envelhecer sem nunca ter saído do papel.

Por Milton Lourenço | @comexblog

O Mercosul e a Argentina

Em 2014, as exportações do Brasil para a Argentina foram de US$ 14,1 bilhões contra US$ 19,6 bilhões em 2013, o que significou uma queda de 27%. Já as importações foram de US$ 14,1 bilhões contra US$ 16,4 bilhões em 2013, o que representou um recuo de 14%. Em 2015, a tendência é de queda ainda mais acentuada: em janeiro, as exportações recuaram 30% e em fevereiro, 17%, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

One World

O recuo está ligado às preferências que a Argentina tem dado a China, em troca de investimentos em infraestrutura e até da construção de uma base espacial na província de Neuquén, o que se tem refletido em bloqueio a produtos brasileiros com medidas burocráticas. Além disso, os manufaturados brasileiros têm perdido competitividade, em razão de desajustes na economia interna, provocados por alto custo de energia, aumento nos combustíveis, corte nas desonerações sobre a folha de pagamentos, juros altos e descontrole nas contas públicas.

É provável que essa queda seja sazonal e que nos próximos anos haja um reaquecimento nas exportações para o país vizinho. É de lembrar que, desde 2008, o Mercosul tem sido o principal fornecedor de bens de capital para a Argentina, com o Brasil sendo responsável por mais de 90% desse fornecimento.


Em 2008, as exportações foram de US$ 17,6 bilhões; em 2009, de US$ 12,7 bilhões (-23%); em 2010, de US$ 18,5 bilhões (40%); em 2011, de US$ 22,7 bilhões (22%); e, em 2012, de US$ 17,9 bilhões (-20%). Entre os produtos mais vendidos estão automóveis, minério de ferro, alumina calcinada, chassis, tratores, pneus, autopeças, eletrônicos e têxteis. É de se ressaltar que, em 2014, dos US$ 14,2 bilhões vendidos, US$ 13 bilhões foram de produtos industrializados (93%).

Já as importações da Argentina, em janeiro de 2015, sofreram um recuo de 20% e, em fevereiro, de 26%. É de notar, porém, que essas quedas estão dentro da média dos últimos anos: em 2008, o Brasil importou US$ 13,1 bilhões; em 2009, US$ 11,2 bilhões (-15%); em 2010, US$ 14,4 bilhões (29%); em 2011, US$ 16,9 bilhões (18%) e, em 2012, US$ 16,4 bilhões.

Por parte do Brasil, porém, não há nenhum embargo. Pelo contrário. Entre os produtos mais comprados estão trigo, automóveis, malte não torrado, batata, cevada, polímeros de etileno, motores a diesel/semidiesel, nafta para petroquímica e ligas de alumínio. De US$ 14,1 bilhões em mercadorias adquiridas pelo Brasil da Argentina em 2014, US$ 12,5 bilhões foram de produtos industrializados (89%).

Seja como for, a Argentina ainda representa para o Brasil mais de 90% do Mercosul. Basta ver que, no primeiro bimestre, a Argentina (US$ 1,8 bilhão) ficou atrás só dos EUA (US$ 3,8 bilhões) e da China (US$ 2,9 bilhões) entre os principais países de destino das exportações brasileiras. Portanto, cabe ao governo envidar esforços para que essa parceria seja mantida pelo menos nos níveis atuais, evitando novos retrocessos.  E, acima de tudo, exigir que as regras e disposições regulamentares do Mercosul sejam respeitadas por todos os parceiros.

Por Mauro Lourenço | @comexblog

O verdadeiro plano de exportações

Que não houve política industrial nos últimos 12 anos são os números que mostram. Segundo dados do UN Comtrade Database, a participação das exportações brasileiras de bens manufaturados em 2003 era de 1,02% do total mundial. A tendência era de que crescesse, o que, de fato, deu-se pelo menos até 2008, quando o índice chegou a 1,27%. Desde então, a porcentagem do Brasil nas vendas mundiais tem caído, chegando em 2013 a 1,08%. O índice de 2014 ainda não foi anunciado, mas estima-se que deve ter baixado para menos de 1%.

PlanoExportaçãoNegóciosInternacionaisBrasilEua

Diante disso, o governo que começou a 1º de janeiro reconheceu o desastre que foi a política externa nos últimos três mandatos, a partir da ideologização da diplomacia comercial e a consequente satanização dos Estados Unidos, o maior mercado do planeta. A justificativa estapafúrdia era de que havia uma excessiva dependência econômica do Brasil em relação à nação norte-americana que precisava ser reduzida. Diminuiu-se a dependência, mas, em compensação, o parque fabril nacional começou a ficar sucateado e o País entrou num processo de desindustrialização.

Para recuperar os estragos, o governo agora anuncia um chamado Plano Nacional de Exportações, que engloba um conjunto de medidas que visam à facilitação, promoção e inteligência comercial, redefinição de instrumentos oferecidos ao setor exportador, financiamento, seguro e garantias, além de desburocratização, redução do tempo de despacho aduaneiro e do trânsito de mercadorias. Ainda bem.


Só que, antes disso, o governo já cortou as desonerações sobre a folha de pagamentos, que deverá elevar o custo Brasil, que inclui aumento nos combustíveis, o custo elevado da energia elétrica e altas taxas de juros.  Ao mesmo tempo, cortou o índice de 3% do Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários para as Empresas Exportadoras (Reintegra), limitando-o a um terço do potencial vigente. Para piorar, ainda ameaça dificultar as liberações de recursos pelo Programa de Financiamento às Exportações (Proex). A favor dos exportadores, até agora, só houve a desvalorização do real, que se dá pela perda da confiança na moeda.

Na verdade, se quisesse reverter essa situação, o governo teria de seguir as recomendações da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) no sentido de que mantenha e amplie os instrumentos de desoneração tributária das exportações e seja adotada uma política cambial neutra. Sem deixar de realizar uma campanha no exterior mostrando o Brasil como um país industrial. E mais: que volte a considerar os Estados Unidos como parceiro prioritário, inclusive organizando missões naquele país. E busque acordos comerciais com outros países e blocos, além de avaliar o Mercosul.

 Em seu plano de revitalização das exportações, a AEB defende ainda o fortalecimento do apoio às micro, pequenas e médias empresas, com a criação de mecanismo equivalente ao Exporta Fácil, porém via marítima, além da reforma do sistema tributário e da legislação trabalhista. Tudo isso o governo deveria fazer, além de investir mais em infraestrutura, o que ajudará a reduzir os custos de logística

Por Mauro Lourenço | @comexblog

SISCOSERV e o Seguro Internacional de Mercadoria

O seguro internacional de mercadoria, em regra, é contratado no Brasil, exceto nos embarques cujo seguro venha pago e contratado pelo exportador, podendo, mesmos nestes casos, haver o seguro complementar aquele que é básico.

ComércioExteriorGloboEstratégiaMudançaBrasil

Mesmo quando as seguradoras têm capital estrangeiro, a regra é que o contrato (apólice) seja estabelecido com suas filiais domiciliadas no Brasil.

Portando, relação contratual estabelecida entre empresas domiciliada no Brasil, sem relação com o Siscoserv.

Mesmo que o pagamento seja em dólares e por meio de contrato de câmbio, para o Siscoserv o que deve ser considerado é a relação contratual entre domiciliado no Brasil e no exterior, respectivamente.

Sendo, ambos residentes no Brasil, não há que se falar em obrigação de declarar no Siscoserv.

A melhor forma de verificar tal relação contratual, é por meio da análise da apólice, que deve constar o nome do segurador, incluindo seu endereço (domicilio).



Por Gisele Pereira | @comexblog

Brasil-Argentina: outros rumos

No próximo dia 26 de março o Mercosul comemorará seu 24º aniversário de criação e,  ao que parece, Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai não têm motivos para festejar a data que marca a assinatura do Tratado de Assunção, considerado a ata de fundação do bloco. Os dois maiores países que viabilizaram o tratado têm tomado decisões sem ouvir os demais parceiros, o que tem servido para desacreditar o Mercosul como instrumento essencial para a integração sul-americana.

É de se reconhecer que o bloco em seus primeiros anos apresentou resultados animadores. Como exemplo basta citar que, em 1998, os demais países do tratado absorviam 17,4% das exportações brasileiras. Em 2005, essa fatia representava 9,9% e, hoje, continua em torno de 9%.  Há dez anos, o comércio com a Argentina representava 20% das exportações totais do Brasil. Desde então, esse comércio tem perdido dinamismo e, hoje, representa apenas 6,3%. Em 2014, as exportações para o país vizinho caíram 27,2% em relação a 2013. E as exportações da Argentina para o Brasil recuaram 14%.


Hoje, o grande parceiro da Argentina já não é o Brasil, mas a China, com a qual o governo argentino assinou recentemente 15 acordos que, de um modo geral, ferem os interesses brasileiros e, por extensão, tornam letra morta os artigos do Tratado de Assunção. Em troca de investimentos em infraestrutura, a Argentina facilitou a entrada de manufaturados chineses, levantando barreiras à entrada de produtos brasileiros, entre os quais automóveis, autopeças, equipamentos eletrônicos, têxteis, alimentos, bebidas, carne suína, cerâmica, produtos químicos e metalúrgicos e celulose.

Depois de um comportamento excessivamente contemporizador em relação a medidas que o governo argentino adotou contra os produtos nacionais, o governo brasileiro, nos últimos dias, voltou à mesa de negociações, ainda com a ideia de ajudar o vizinho a recuperar sua economia, mas, até agora, não houve nenhuma manifestação oficial sobre o assunto. Só que do outro lado não há nenhuma intenção de ajudar a economia brasileira, igualmente combalida. Ou seja: de modo realista, os argentinos têm procurado encontrar saídas para a sua crise, o que inclui dispensar os produtos brasileiros manufaturados que perderam o poder de competição depois da crise econômico-financeiro global de 2008.

Como não têm sido capazes de resolver suas próprias divergências no âmbito do Mercosul, Brasil e Argentina também não se mostram uníssonos para apresentar uma pauta mínima de concessões à União Europeia com vistas a um acordo comercial. Em outras palavras: se nunca houve livre-comércio entre Brasil e Argentina, não se pode acreditar que os dois países possam chegar a um denominador comum quanto a fazer concessões aos europeus, em troca de preferências tarifárias para os seus produtos agrícolas, minerais e manufaturados.

Com o Mercosul esvaziado pela política de preferências da Argentina com a China, o Brasil precisa procurar outros rumos em sua diplomacia comercial, buscando como alternativa os tratados bilaterais de livre-comércio.


Por Milton Lourenço | @comexblog

19/03/2015 - Notícia Siscomex Importação nº 23/2015

Inclusão em regime de licenciamento não-automático
Com base na Portaria SECEX nº 23/2011, informamos que a partir do dia 25/03/2015 terá vigência novo tratamento administrativo Siscomex aplicado para as importações dos produtos classificados na NCM 9022.12.00 e 9022.13.00, com anuência do Decex delegada ao Banco do Brasil, conforme abaixo discriminado:
9022.12.00 – Aparelhos de raios X para tomografia computadorizada
9022.13.11 – Aparelhos de raios X panorâmicos odontológicos, de tomadas maxilares panorâmicas, analógicos ou digitais.
Os produtos mencionados estarão sujeitos a licenciamento não automático previamente ao embarque dos bens no exterior para fins de monitoramento estatístico.
Nos casos de mercadorias embarcadas anteriormente ao inicio da vigência desse tratamento, as correspondentes licenças de importação poderão ser deferidas sem restrição de embarque desde que tenham sido registradas no Siscomex em ate 30 dias da data de inclusão da anuência do Decex, na forma dos parágrafos 3 e 4 do artigo 17 da Portaria Secex nº 23/2011. Apos esse prazo, a retirada da restrição ficara condicionada a apresentação do respectivo conhecimento de embarque para o Banco do Brasil.
 Departamento de Operações de Comércio Exterior